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Aumento no custo de vida

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Em agosto, o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,37% na comparação com julho, quando houve aumento de 0,38%. No acumulado do ano, a elevação foi de 5,19% e 9,34% nos últimos 12 meses. Os dados são da pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 
O grupo de Saúde e Cuidados Pessoais (1,42%) foi o maior vilão do novo aumento. Além disso, apresenta a maior variação acumulada nos últimos doze meses, de 13,4%. O grupo de Alimentação e Bebidas exerceu a segunda maior pressão ao registrar alta de 0,39%. Apenas dois dos nove grupos analisados apresentaram queda nos preços em agosto: Vestuário (-0,57%) e Transportes (-0,04%). Somados, o peso destes dois segmentos no orçamento das famílias, atinge pouco mais de 27%, favorecendo o indicador a se manter em patamares comedidos.
 
As famílias da classe A foram as que mais sentiram os aumentos nos preços em agosto, com alta de 0,70%. Essa faixa de renda é a que mais gasta com saúde: cerca de 14% do orçamento destas famílias é direcionado para gastos com produtos e serviços de saúde. Já as classes B e C encerraram o mês com altas de 0,39% e 0,34%, respectivamente. Em contrapartida, as famílias das classes D e E foram as que menos sentiram a alta do custo de vida em agosto, registrando aumentos de 0,18% e 0,26%, respectivamente.
 
IPV
Em agosto, o Índice de Preços no Varejo (IPV) completou 24 meses consecutivos de elevação, registrando variação de 0,47% no mês. Em 2016, os preços do setor acumulam alta de 5,97% e nos últimos doze meses, 11,01%. A atividade de Saúde e Cuidados Pessoais encerrou o mês com acréscimo de 1,63%, impactando de maneira significativa no resultado do IPV. No ano o segmento acumula alta de 11,51% e nos últimos doze meses a elevação é de quase 14%. 
Os preços do subgrupo produtos farmacêuticos e óticos cresceram 2,16% em agosto, apresentando variação positiva em todos os doze subitens que compõem o grupo. Os destaques foram: gastroprotetor (3,92%), vitamina e fortificante (3,75%), anti-infeccioso e antibiótico (3,21%) e antigripal e antitussígeno (2,77%).
 
O segundo maior impacto foi registrado no grupo de Alimentação e Bebidas (0,45%), que teve no subgrupo de frutas (9,15%) sua maior alta no mês. Os destaques ficaram por conta das elevações verificadas em mamão (40,19%), tangerina (24,84%), banana d´água (14,21%) e maçã (4,87%).
 
Os grupos Transportes (0,40%), Habitação (0,16%), Artigos de Residência (0,67%) e Educação (1,68%) também ajudaram a elevar o custo de vida em julho. Por outro lado, Vestuário (-0,57%) e Despesas Pessoais (-0,11%) diminuíram os preços, permitindo uma desaceleração no aumento do IPV de agosto.
 
As mais atingidas pela alta dos preços em agosto foram as classes A e E, com altas de 1,02% e 0,43%, respectivamente. Por outro lado, as classes B e C (ambas com altas de 0,42%) e classe D (0,36%) foram as menos impactadas pela elevação do IPV.
 
IPS
O Índice de Preços de Serviços (IPS) registrou leve aumento de 0,25% em agosto, ante a alta de 0,35% em julho. O acréscimo foi motivado pelo crescimento nos preços nos segmentos de Saúde e Cuidados Pessoais (1,13%), Educação (0,85%) e Despesas Pessoais (0,34%). No sentido oposto, os grupos de Transportes (-0,82%) e Artigos de Residência (-0,73%) apresentaram diminuição nos preços em agosto.
 
As famílias das classes A e B foram as que mais sentiram as altas dos preços de serviços em agosto (elevações de 0,43% e 0,36%, respectivamente). Por outro lado, as classes D e E foram as que menos sofreram com o avanço dos preços de serviços e apresentaram quedas de 0,10% e 0,02%, respectivamente.
 
Segundo a FecomercioSP, no primeiro semestre do ano os preços da RMSP se mantiveram em tendência de elevação, de forma mais intensa nos produtos do que nos serviços. No início da segunda metade do ano, a situação permanece inalterada. Com isso, de acordo com a Entidade, o aumento nos preços de itens básicos como alimentos e medicamentos refletem os impactos das elevações nos custos, já que a demanda não se sustenta nos mesmos patamares em tempos de renda restrita. Na segunda metade do ano, os preços dos alimentos tendem a se manter elevados por conta do clima. 
 
Ainda segundo a Federação, é provável que não haja queda nos preços praticados pelos segmentos que têm crescido acima da média da inflação, especialmente os medicamentos. Houve reajuste no ICMS dos medicamentos em alguns estados e em São Paulo a medida foi oposta, reduzindo a carga tributária, para os medicamentos genéricos (a carga passou de 18% para 12% no início deste ano). Porém, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), a participação destes medicamentos nas vendas totais é de cerca de 30%, ou seja, essa desoneração ainda está centrada em um porcentual reduzido de medicamentos e, com isso, os preços não devem reverter a tendência tão cedo.

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