Automação invade setor de alimentação

0
3

A informatização é um processo irreversível em qualquer setor da economia. Empresas que não investem em novas tecnologias e na capacitação de seus funcionários, acabam ficando para trás e perdendo condições de competitividade. A situação não é diferente no setor de alimentação, que, desde meados dos anos 90, tem disponíveis softwares de automação e gestão, como o SnackControl e outros de tecnologia genuinamente nacional.

Se você é freqüentador assíduo de restaurantes ou grandes e pequenas lojas de alimentação, já deve estar acostumado com a figura do garçom utilizando modernos aparelhos sem fio para fazer os pedidos, fechar a conta e mesmo efetuar o pagamento com o cartão de crédito ou débito.

Essas maquininhas portáteis são apenas a ponta visível de um sistema que registra o conjunto das operações, desde o atendimento na mesa ou balcão até a baixa automática no estoque, interligando todos os processos. Os custos da implantação de um software de automação e gestão em uma loja do setor de food service são pequenos se comparados aos imensos benefícios que ele produz. Pode ir de pouco mais de R$ 800 até cerca de R$ 2.000, dependendo de sua abrangência. É um investimento que compensa, mesmo que todo processo de automação leve um certo tempo para amadurecer, ser implantado e começar a produzir resultados.

Não sem motivo, esses sistemas, primeiro adotados pelas grandes redes de fast food, como o Bob´s, e em conhecidos parques de diversão, também estão sendo amplamente adotados por restaurantes individuais e outros tipos de lojas. A redução de custos, através do aperfeiçoamento da gestão, e a satisfação do cliente, pela melhoria do atendimento, compensam qualquer esforço. Com base em gráficos e relatórios diários, é possível ao proprietário e administradores acompanhar o funcionamento da empresa, identificando o que deve ser aprimorado.

A automação permitirá otimizar a contratação de funcionários, evitar investimentos improdutivos e trabalhar com estoques adequados às reais necessidades do negócio. Depois de algum tempo, com base no histórico das vendas, será possível fazer previsões de frequência muito próximas à realidade e quantificar as demandas.

De modo simples e prático, o lojista poderá estimar quantos lanches e de que tipo irá vender no Dia das Crianças, quantos clientes terá em suas mesas no Dia das Mães, dos Pais ou no domingo de Páscoa. Saberá ainda quais pratos deverão ser os mais pedidos. Em épocas normais, terá um panorama dos horários e dos dias de maior demanda na semana.

Com esses dados, é possível formar um estoque de mercadorias ajustado às necessidades. Se as previsões forem de um consumo de cem quilos de carne e outros cem de batatinhas, uma compra de 120 quilos dessas mercadorias será suficiente para operar com margem de segurança, evitando qualquer tipo de desperdício. Em relação à mão-de-obra, será possível contratar o número de atendentes adequado à expectativa de movimento, evitando ociosidade.

Um bom software de gestão incluirá ainda a administração financeira do empreendimento, as contas a pagar e a receber. Com os avanços da tecnologia e os recursos da internet, os empreendedores, além de contar com softwares cada vez melhor adaptados a suas reais necessidades, também podem contar com assistência técnica feita à distância. O técnico de uma empresa do Rio pode, via internet, resolver o problema no sistema de um cliente em São Paulo, e vice-versa.

Apesar de todas as dificuldades, incluindo a falta de financiamentos e a pesada concorrência estrangeira, os técnicos brasileiros têm mostrado enorme criatividade na busca de soluções e desenvolvimento de novos softwares. Boas novidades ainda virão, com ganhos para as empresas de tecnologia, para as empresas clientes e para os consumidores.

Márcio Blak é diretor da BIOS – Blak Informática & Organização de Sistemas Ltda ([email protected])