Ciab pode encerrar com saldo de 12 mil visitantes

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Baixar custos, aumentar produtividade e qualidade de atendimento aos clientes foram os temas mais debatidos e procurados na abertura da Ciab 2004 – XIV Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, promovido pela Febraban – Federação Brasileira dos Bancos. O evento, que reúne 82 expositores da área de tecnologias de última geração, no Transamérica Expo Center, em Santo Amaro, encerra-se nesta sexta-feira (04/06). Segundo Márcio Cypriano, presidente da Febraban, as implantações de soluções integradas de informática, automação e telecomunicações têm sido fundamentais à expansão dos serviços financeiros. “O resultado principal, com o uso destes produtos, é a satisfação total dos clientes”, disse.
De acordo com os dados da Febraban, a expansão dos serviços financeiros evoluiu de 49 milhões de contas correntes, em 1999, para 71,5 milhões no ano de 2003. O crescimento, na opinião de Cypriano, é em virtude do cliente perceber que está sendo melhor atendido. “Os bancos dependem de resultados que demonstrem a satisfação dos clientes para serem bem-sucedidos, num mercado em que a concorrência e a disputa pela preferência estão cada vez mais acirradas”, comenta.

Para o presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, que também discursou à uma platéia de 400 pessoas, no auditório da Febraban, o importante é o setor corporativista saber como usar esta tecnologia disponível e transformar as informações que são coletadas em compreensão. “Nós, da indústria, somos críticos em relação ao setor financeiro, mas também grandes admiradores do progresso em TI alcançado por este mesmo segmento da economia”, analisa como cliente.
À exemplo de exposições anteriores, a Ciab deste ano tem sucesso de público. Nesta edição, somente no primeiro dia, reuniu cerca de 4,5 mil pessoas. Para a organização, até sexta-feira, o número de visitantes deve triplicar e chegar em torno de 12 mil pessoas percorrendo os 14 mil m² da feira. Além de conferir as novidades do setor de tecnologia, os visitantes estão participando de palestras no auditório da Febraban. Entre os vários expositores, se destacam empresas como Telemar Corporate, Itautec, IBM, DTS Latin America, Perto, Diebold, Getronics, SAP, Telsinc, Unisys, Xerox do Brasil, Oracle, Microsoft, entre outras.

Compatibilizando a tecnologia
Para o gerente de telecomunicação do ABNAmro, Marcelo Maluta, o interesse em vir até a feira é estimulado pelo seguinte aspecto: buscar tecnologias da Informação (TI) no que se referem a hardware e software. “São soluções que contribuirão na evolução dos negócios, compatibilizando a tecnologia com business”, explica Maluta, acrescentando que o banco atua há mais de 10 anos em gestão de relacionamento, portanto sempre há necessidade de modernizar-se o setor de call centrer da instituição. No ABN, segundo ele, PAs disponíveis são mais de 1.600 posições em gestão própria, e em outsoursing há mais de 3.000 posições ocupadas pelos operadores. “Estamos exercendo todos os serviços bancários: atendimento ao correntista, informações transacionais, além de estarmos investindo bastante em atendimento eletrônico de maneira personalizada. Nossa prestação de serviço envolve o ativo, receptivo e cobrança”, complementa.

Durante as palestras, estiveram presentes várias empresas privadas, assim também como dos segmentos governamental e institucional -Receita Federal, Poder Judiciário, Serasa, Serpro e outras. “Todos estão alinhados no pensamento de usufruir desta tecnologia. A Serasa está continuamente investindo muito em tecnologia. Nosso trabalho exige conhecimentos profundos; por exemplo, em tecnologia de crédito e nas soluções de TI. Temos que andar no topo, porque nossos clientes também andam no topo”, disse Elcio Anibal de Lucca, presidente da Serasa. Para o superintendente executivo do Banco Cruzeiro do Sul, Horácio Lima – que foi à exposição para visitar o estande da Oracle -, a tecnologia é sempre relevante para o mercado institucional. “O desafio é buscar a mais adequada solução ao menor custo possível de manutenção e investimento”, lembrou.