Cliente não compra por impulso, diz Abimip

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A Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip) acaba de realizar a pesquisa “Estudos sobre o uso de medicamentos isentos de prescrição no Brasil”, encomendada à Ipsos-Novaction, com o objetivo de identificar os hábitos e atitudes dos usuários desse tipo de produto. Foram realizadas 471 entrevistas, com pessoas acima de 18 anos, em São Paulo, Porto Alegre e Recife. Os resultados mostraram, entre outros dados, que 85% dos entrevistados planejam as compras de medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Além disso, 77% dos medicamentos foram adquiridos sem interferência externa: o cliente pediu pela marca que queria ou pegou o produto direto na prateleira.
“Através da pesquisa, foi possível comprovar que o cliente brasileiro é consciente sobre o uso de medicamentos e não pratica a compra por impulso”, explica Aurélio Saez, vice-presidente da Abimip. O uso responsável de MIPs é uma prática reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e vem sendo adotada com sucesso na Europa e EUA, pois contribui para o bem-estar da população e colabora significativamente para desonerar o sistema de saúde pública. “Mesmo assim, muitos têm uma visão distorcida quando se trata do consumidor brasileiro, subestimando-o como um usuário que não reconhece seus próprios problemas de saúde, não lê a bula ou não segue as instruções dos rótulos”, afirma Aurélio.
No entanto, de acordo com a pesquisa, essa visão está equivocada. Segundo dados do estudo, 83% dos compradores de MIPs lêem as informações contidas nas embalagens. Outro dado interessante é que o nível de leitura da bula é basicamente o mesmo em todas as classes sociais. O levantamento constatou ainda, que os consumidores priorizam a compra de MIPs para o tratamento de males menores e que podem ser facilmente reconhecidos. A maior parte dos medicamentos, 70%, foi adquirida para o uso do tratamento de sintomas comuns, como dores de cabeça, gripes e resfriados e 61% dos usuários costumam procurar um médico quando o sintoma que não desaparece.