Comércio terá Natal magro em 2006

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No melhor mês do ano para o comércio, as vendas reais realizadas pelos comerciantes da Região Metropolitana de São Paulo devem crescer apenas 1%, em relação a dezembro de 2005. O resultado fará com que o varejo feche o ano com crescimento de 3,7%, meio ponto percentual acima do registrado no ano anterior, segundo cálculos da Fecomercio (Federação do Comércio de São Paulo). Em 2006, o melhor resultado acumulado foi obtido pelo segmento de Farmácias e Perfumarias e o pior, Autopeças e Acessórios.

O presidente da entidade, Abram Szajman, avalia que o modesto crescimento do consumo em 2006 foi impulsionado pelo aumento da oferta de crédito ao consumidor, que até outubro era 11% superior ao registrado no mesmo mês de 2005. “Só poderemos pensar num mercado interno pujante quando as taxas de investimento saírem dos atuais 20% do PIB para, no mínimo, 30%. Diante da política econômica adotada pelo governo, fica difícil acreditar num crescimento vigoroso também em 2007”, explica.

Dados da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista) da Fecomercio revelam que, em outubro, o faturamento real do varejo cresceu 6%, ante o mesmo mês de 2005. A performance foi puxada pelas vendas das concessionárias de veículos, que fecharam com alta de 21,1%, em relação a outubro do ano anterior.

Szajman considera que o custo elevado dos empréstimos está impedindo uma expansão robusta do varejo. “O ciclo de queda da Selic iniciou em setembro de 2005, mas os efeitos destas reduções ainda não chegaram ao consumidor. Isto inibe a expansão do consumo”, completa. Em outubro, o juro nominal médio cobrado das pessoas físicas foi de 3,61% ao mês. A média anual chega a 3,79%, contra uma inflação de 3,26%.