Como acompanhar os Millennials

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Autora: Silvia Aragão
Inovar não é uma questão de escolha e passou a ser uma necessidade para atender um público cada vez mais exigente. Temos presenciado grandes evoluções na forma e nos pontos de contato com os consumidores das gerações X, Y e agora Z, que apresentam um perfil imediatista e questionador. Além de exigirem uma interação rápida com o ambiente digital. Sendo assim, é importante que a tecnologia seja uma forte aliada da empresa. 
Em uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil) com consumidores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, maiores de 18 anos, 88% dos entrevistados responderam que a tecnologia facilita as tarefas do dia a dia e 78% dizem se sentir confortáveis em testar novos produtos ou soluções. 
O comportamento Millennial está muito além de uma única geração, trata-se de uma nova cultura que vem influenciando diferentes faixas etárias e mudando seus comportamentos de consumo. A empresa deve ficar atenta ao que esses novos consumidores querem, de forma que possa utilizar as tecnologias da melhor forma. O futuro também deve ser levado em conta. Segundo pesquisas da Nielsen, em 2050, cinco bilhões de pessoas estarão inseridas na população urbana. Mas já em 2030 os Millenials serão 75% da força de trabalho e terão um volume de 3,4 trilhões de dólares para consumir. 
Para pensar no futuro, é preciso ter em mente que a tecnologia cresce de uma maneira exponencial e não linear, como muitas vezes acreditamos. Peter Diamandis, fundador da Universidade da Singularidade, fala sobre os seis Ds da tecnologia disruptiva, que são os estágios de crescimento pelos quais elas passam:
– Digitalização: a tecnologia pode se tornar exponencial a partir de quando está digitalizada; 
– Decepção: há tecnologia, seu crescimento ainda é linear e há muita publicidade sobre ela. Por estar tão distante, muitas pessoas acreditam que não irá dar certo e passam a descartá-la;
– Disrupção: é o momento no qual essas tecnologias ganham notoriedade e “quebram” o padrão já existente. Um exemplo são serviços como o Netflix, que mudou a forma das pessoas consumirem filmes e séries;
– Desmonetização: a tecnologia traz novas formas de lidar com determinado produto e, muitas vezes, um tipo de negócio deixa de existir. É o caso das fotos que se tornaram digitais e as pessoas não precisam mais comprar filmes para revelação;
Desmaterialização: o smartphone é um exemplo de desmaterialização, pois hoje temos tudo dentro do aparelho: câmera fotográfica, filmadora, rádio, TV, gravador de voz;
– Democratização: por fim, o último estágio é quando as tecnologias se tornam baratas e acessíveis, permitindo que todos possam utilizá-las. 
Observar esses estágios é uma forma de ficar atento às tecnologias e pensar em como elas podem ser utilizadas dentro do seu negócio para atender da melhor forma a nova geração de consumidores.
Silvia Aragão é diretora comercial e de novos negócios da Orbitall. 

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