Confiança empresarial cai

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A confiança empresarial do CEO no Brasil caiu 2,4 pontos, para 55,2, no primeiro trimestre de 2014, dando continuidade a uma queda de quatro anos constante no otimismo econômico. Em outubro de 2010, o Índice de Confiança do YPO Global Pulse para o Brasil foi de 74,4; quase 20 pontos a menos ao constatado atualmente. Quando o YPO começou a medir o sentimento do CEO, em 2009, o sentimento do brasileiro foi, consistentemente, superior à composição regional. No entanto, esta situação mudou em janeiro de 2012, quando o índice do Brasil caiu abaixo do índice da América Latina, que hoje está em 56,6, 1,4 pontos acima do registrado pelo Brasil. O índice regional também caiu no primeiro trimestre de 2014, em 3,2 pontos.
 As saídas de capital dos mercados emergentes têm afetado a confiança dos empresários no BRICS (Brasil-Rússia-Índia-China-África do Sul) como um grupo. O Índice Composto YPO Global Pulse para o BRICS sofreu o mesmo declínio constante, de uma alta de 72,8 em janeiro de 2011 para 60,6 na pesquisa de abril de 2014. “Tecnicamente, a confiança das empresas ainda está em território otimista, sugerindo que os CEOs brasileiros continuam a detectar oportunidades que valem a pena”, disse Ricardo Diniz, vice-presidente do Bank of America Merrill Lynch Brasil e membro do capítulo São Paulo do YPO. “No entanto, os gargalos de infraestrutura combinados com outros desafios, como a volatilidade da moeda, tem feito com que a economia não atinja o seu pleno potencial de crescimento”, completa.
Globalmente, o Índice Confiança YPO Global Pulse ficou alto, descendo meio ponto para 62,5, um otimismo sustentado da recuperação econômica nos Estados Unidos e na União Europeia. As saídas de capital dos mercados emergentes e o aumento do risco geopolítico na Ucrânia e no Oriente Médio contribuíram para a ligeira queda.