Confiança estagnada em baixo patamar

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A confiança do brasileiro está estável há um ano e em patamar baixo. O Índice Nacional de Confiança da Associação Comercial de São Paulo foi de 141 pontos em agosto, ante 144 no mês anterior e 139 há um ano. Nos anos anteriores, a média flutuava na casa dos 160 pontos. O índice varia entre 0 e 200 pontos, sendo que 200 representa o otimismo máximo.
“A confiança do brasileiro se estabilizou de um ano para cá, flutuou pouco e está estável em 140 pontos, em média. Isso se deve à cautela do consumidor, ao combate à inflação por meio de alta dos juros, à desaceleração do crédito e à queda da confiança empresarial. Tudo isso comprova a estagnação da atividade econômica e o INC acompanha esse cenário de estagnação”, afirma Rogério Amato, que é presidente da ACSP e da Facesp, além de presidente-interino da CACB.
A notícia positiva é que o número de pessoas conhecidas dos entrevistados que perderam o emprego caiu. Em agosto, a média era de 3.05 pessoas, ante 3.80 em julho, 4.31 em junho e 3.75 há um ano. Mas o presidente da ACSP faz uma ressalva. “Apesar de o consumidor revelar maior otimismo em relação ao emprego, essa melhoria não se reflete ainda num aumento da intenção de compra de bens duráveis”, diz Rogério Amato. Os dados do INC mostram, inclusive, queda na intenção de compras. Em razão do crédito escasso, em agosto, 38% das pessoas ouvidas pelo Instituto Ipsos se disseram favoráveis a compra de eletrodomésticos, ante 36% em julho e 45% há um ano.
No caso de bens de maior valor – como casas e carros – a queda foi ainda maior. Em agosto, 43% dos consumidores entrevistados estavam menos à vontade para esse tipo de compra e 30% estavam mais à vontade. Em julho, 38% estavam menos à vontade e 29% estavam mais à vontade. E há um ano, em agosto de 2013, as parcelas eram de 40% e 31%, respectivamente. Segundo Rogério Amato, esse cenário é agravado no caso de bens de maior valor porque é influenciado pelo fator econômico e pela incerteza política. “Além do problema do orçamento apertado, o consumidor não sabe quais diretrizes macroeconômicas o próximo presidente vai adotar”, finaliza Amato.

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