Consumidor Beta

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Não adianta os gestores e suas respectivas empresas se agarrarem ao passado e suas tradições. Os valores do mundo mudaram, assim como seus clientes, que estão cada vez mais racionais e, por consequência, exigentes de tudo o que envolve a empresa – do serviço ou produto até à mão de obra utilizada. Fidelizar nunca foi tão difícil e atrair não está sendo muito diferente, diante da gama de novas opções oferecidas no mercado. Ganha quem sabe trabalhar bem com cada público, valoriza os clientes fieis e sabe criar estratégias que podem cumprir na hora de conquistar novos consumidores.
“As marcas precisam sair de suas cadeiras para se aproximar mais dos seus clientes e entender o que está além dos dados numéricos. Quem manda e continuara mandando é o cliente e hoje ele tem um poder midiático indiscutível”, aponta Diego Oliveira, CEO da Youpper Consumer & Media Insight. Ele também usar o termo “consumidor beta” para se referir a todas as mudanças que o combo cliente mais tecnologia resultou para as empresas. “Hoje, fazer parte da tecnologia não é escolha e sim a realidade para todos independente dos negócios. Ressalto a importância da tecnologia, mas ela por si não basta, precisamos de gestão correta por saber usa-la nos negócios. Os avanços da tecnologia estão disponibilizando, quase que diariamente, novas formas de interação do usuário com a marca, aumentando a importância de um bom atendimento”, pontua.
Mas não é somente a tecnologia que pode e deve ser usada em favor das empresas: os colaboradores também! Mais do que nunca é chegado o momento em que os gestores devem investir em suas equipes, capacitando-as para oferecerem o melhor serviço possível. Além disso, as empresas não podem esquecer que essas pessoas também fazem parte do grupo de clientes. Portanto é importante manter um diálogo com elas sobre qualidade de vida, diversidade e economia, por exemplo, segunda explica o CEO. É preciso ver o negócio como um todo, lembrando que inovação e foco devem andar em conjunto.
Quer entender onde sua empresa precisa disruptar? “Convido todos para nos aventurarmos. Coloque um tênis, um jeans, uma camiseta e “bora” passar o dia com quem manda na gente. Afinal, a publicidade é apenas uma parte da equação, as oportunidades que esta transformação de troca de experiência que os jovens nos oferecem é finita e ainda há muito mais a ser descoberto na medida em que nos permitimos pegar essa onda. De nada adianta o marketing direcionado, a mídia programática, como real time branding ou bidding, se nós não estamos ligados nas novas ideias e no consumidor do futuro”, conclui Oliveira.