Cresce inadimplência das empresas em 2006

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A inadimplência das empresas fechou 2006 com aumento de 5,4% em relação a 2005. No mês de dezembro, isoladamente, o Indicador Serasa de Inadimplência aponta alta de 5,8% em relação a novembro. Pelo levantamento, na comparação dezembro de 2006 ante dezembro de 2005, ocorreu uma queda de 5% na inadimplência das empresas.

Segundo os analistas da Serasa, apesar de o indicador de inadimplência pessoa jurídica ter encerrado 2006 com crescimento frente a 2005, esse resultado foi inferior a evolução do volume de crédito no mesmo período comparativo – alta de 22,1%. O menor crescimento da inadimplência ante o volume de crédito concedido deveu-se à expansão da atividade econômica, sustentada pelo aumento da renda real, do emprego e da redução da taxa básica de juros (Selic).


Já a queda da inadimplência verificada no mês de dezembro em relação ao mesmo mês de 2005 decorreu da melhor atividade econômica em 2006, que impulsionou o mercado interno por meio do aumento do consumo, da produção, do emprego e da renda.

Representatividade – Os cheques sem fundos lideram a representatividade na inadimplência de Pessoa Jurídica medida pelo Indicador Serasa, com 39,3%, em dezembro de 2006, quase empatados com protestos, que mantiveram em dezembro o mesmo peso de novembro, de 39,2%, e permanecem em segundo lugar. Os cheques sem fundos, no mês anterior, haviam registrado 39,5%.

Em terceiro lugar na representatividade do indicador, com participação de 21,5%, em dezembro, permanecem as dívidas com bancos, percentual ligeiramente acima do peso registrado em novembro, 21,3%.

De janeiro a dezembro de 2006, o valor médio das anotações de títulos protestados das pessoas jurídicas ficou em R$ 1.400,29. Os cheques sem fundos registraram valor médio de R$ 1.223,51, e as dívidas com bancos atingiram R$ 3.714,24 em dezembro de 2005.