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Filipe Sisson, CEO e fundador da iGUi

CEO e fundador da iGUi detalha a construção de uma marca forte que virou sinônimo do produto

Quando se vai ouvir a história de um empreendedor que, partindo de uma pequena empresa familiar de hidros e banheiras, chegou à criação de uma marca que virou sinônimo de piscina, possuindo mil lojas próprias e franqueadas em 54 países, logo surge a expectativa de grandes lições de cunho disruptivo. Entretanto, ao participar, hoje (03), da 474ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA, Filipe Sisson, CEO e fundador da iGUi, apontou uma só estratégia: saber ouvir. Foi assim que, atento aos anseios dos consumidores e às oportunidades de mercado, construiu um negócio que fatura na casa do bilhão, também impulsionado pelos bons ventos da ressignificação das residências causada pelas circunstâncias da pandemia. E que, mesmo avançando pelos inevitáveis caminhos do digital, aposta nos ambientes físicos, inclusive ampliando e sofisticando os pontos de venda.

O executivo iniciou a conversa pela gênese de sua bem-sucedida trajetória de empresário. Tudo começou quando ele ingressou na empresa da família, na pequena Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre, com apenas 17 anos de idade. Circunstâncias da vida acabaram levando-o, somente dois anos depois de sua chegada, ainda um adolescente cursando Administração de Empresas, a assumir precocemente a direção do negócio. O desafio, longe de assustá-lo, serviu para descobrir em si a veia empreendedora. Do aprendizado acadêmico na época e das primeiras lições para reerguer uma organização com problemas, ele trouxe a principal lição que conserva até hoje: uma empresa não existe apenas para lucrar, mas com propósito de gerar benefícios para clientes, colaboradores, parceiros e à sociedade como um todo. E, ainda nessa tenra juventude, já percebeu que a sobrevivência e crescimento de uma organização dependem da rígida atenção aos ciclos de qualidade, preço e excelência no relacionamento com os clientes. No início dos anos 1990, depois de um período sabático distante da empresa familiar, Filipe criou um novo negócio, já dentro de um conceito de maior profissionalização, surgindo, em seguida, na nova junção com o anterior, a iGUi, cujo nome foi inspirado na palavra “água” em tupi-guarani.

De lá para cá, como houve um salto tão grande da organização, com milhares de franqueados, em distintas regiões do mundo, o público mandou uma pergunta sobre o crescente desafio de manter a cultura cliente com parceiros tão díspares. O empresário disse que é mesmo inevitável enfrentar desafios crescentes na mesma medida de expansão do negócio, lembrando que, durante a pandemia, com a maior atenção das pessoas às suas residências, o empreendimento cresceu muito, batendo seus recordes de faturamento em 25 anos de existência. Mas que tudo requer muita estratégia. “Trabalhamos hoje com quatro marcas – Unlimited, iGUi e Splash, indo dos produtos mais sofisticados, passando pelos que atendem às classes B, até as mais populares, além da franquia Tratabem, que oferece serviços e que representa muita proximidade com os clientes em suas 150 lojas atuais, possibilitando melhorar muito nossos produtos e nosso relacionamento.”

Ele simplificou o problema afirmando que tudo se trata de ampliar os ouvidos. Quanto maior a amplitude de atuação da empresa, maior o esforço para se conectar com o consumidor, onde ele estiver e, assim, capturar seus anseios. Nesse universo, o executivo afirmou que somente no ano de 2021 foram instaladas 70 mil piscinas, o que significa, cada uma delas, uma obra com seu grau de complexidade e transtornos, bem diferente de apenas vender um produto entregar e, se houver algum problema, efetuar uma troca.

“Existe a preocupação de que as informações captadas junto aos clientes permeiem a organização como um todo, para brotarem soluções e ofertas customizadas. Nossos clientes sabem que contam com uma marca forte por trás daquilo que adquiriram e contrataram. E que, portanto, serão atendidas do começo ao fim de suas expectativas.”

Ao responder sobre a estratégia que se originou nos primórdios da primeira empresa familiar, a de expor piscinas de fibra na fachada das lojas e na beira das rodovias, o CEO confirmou que essa estratégia foi uma das que transformou a marca em sinônimo do produto. Único nome lembrado por mais de 90% dos consumidores em geral nas pesquisas sobre esse produto, garantiu ele. Ele abordou também a transição do mundo puramente físico do negócio para sua inserção no digital, impulsionado mesmo apenas depois das circunstâncias da pandemia. Para Filipe, o fato de estar há mais de 10 anos com lojas nos Estados Unidos ajudou a perceber as mudanças que viriam e que se consolidam agora. “Hoje, a internet e a loja física formam um casamento. Não há como separá-los ou optar por apenas um deles. Ao mesmo tempo em que é impossível hoje atender ao cliente sem o digital, principalmente em um canal como o Whatsapp, também, ao contrário do que já acontece em solo americano, é impensável existir um consumidor que investirá o mínimo de R$ 20 mil em uma piscina sem ter algum tipo de experiência física e presencial com o produto.”

Tanto que a iGUi, assegurou o executivo, está até investindo ainda mais em pontos físicos de grande porte, com instalações confortáveis para receber os clientes. Para ele, isso ainda é fundamental para que os consumidores tenham uma clara percepção sobre as diferentes opções de compra. Ele pôde expor ainda o nível que considera de extremo atraso ainda no país sobre tecnologia para tratamento de água das piscinas, incluindo os esforços que a iGUi tem feito, inclusive subsidiando a adoção de equipamentos mais modernos nesse sentido. E se surpreende com o fato de, enquanto em países adiantados o cloro não passa de 1% do que é  utilizado, nosso mercado ainda funciona à base do arcaico sistema de decantação para limpeza da piscina.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 473 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA terá prosseguimento amanhã (04), recebendo Evaristo Souza, gerente de relacionamento com cliente da Brasilprev; e na quinta a Andrezza Rodrigues, fundadora e CEO da HerMoney. Encerrando a semana, o Sextou trará o tema “Tendências: Vem aí um novo mercado de contact center e BPO?”, com Ladislau Batalha, CEO do LAB Experience, e Luiz Antonio Urquiza, vice-presidente de negócios multisetor da Atento Brasil.

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