Demanda real x oferta do produto

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Desde o lançamento dos iPhones 6 e 6 Plus e do Apple Watch, entre tantos assuntos que entraram em debate sobre os novos produtos, um deles é chegada do serviço de pagamento móvel Apple Pay. A expectativa sobre ele é grande, uma vez que poderá trazer uma opção mais segura, cômoda e confiável, seja para os usuários quanto para as empresas. Mais do que isso, muito se espera que com essa nova opção, a forma de se realizar compras será transformado, sem a necessidade de utilizar dinheiro ou cartões físicos, apenas o toque do celular. “O Apple Pay tem um potencial bastante grande de mudar as regras de mercado, de realmente inovar um setor que precisa urgentemente de inovação”, aponta Jean Christian Mies, vice-presidente sênior da Adyen para América Latina.
A evolução trazida pela Apple vem em um momento propício, principalmente, para o mercado ao qual foi criada, o norte-americano. Segundo Mies, nos Estados Unidos ainda está sendo implementada as opções de pagamentos com cartões que tenham chip e senha. Ou seja, com a chegada do Apple Pay, lojistas e clientes terão um processo mais rápido, conveniente e seguro. “Enão, por um lado o cliente será beneficiado pelo aumento de conveniência e segurança e também o lojista será beneficiado pela, principalmente, segurança adicional que ele terá na hora de aceitar os pagamentos”, adiciona. 
Entretanto, ainda é muito cedo para afirmar sobre o sucesso ou não da inovação. Não é apenas o fato de que foi lançado esse mês somente nos Estados Unidos, com previsão para funcionamento futuro em outros países. Há ainda outro fator que influencia a adesão do Apple Pay no mercado: a tecnologia. O cliente que desejar fazer uso dele deverá, em primeiro lugar, ter o iPhone 6 e depois encontrar alguma loja que tenha o terminal NFC para pagamento, que, de acordo com Mies, ainda não é uma realidade no mundo. “Apenas algumas partes do mundo possuem esse terminal. Nos EUA mesmo, que diz que existem cerca de 220 mil terminais de NFC em um montante de mais de oito milhões de terminais de pagamento.” Dessa forma, ainda há obstáculos e certa complexidade para a aceitação em massa do serviço. “Ainda existe uma disparidade entre a demanda real e a oferta dos produtos.”
Ao mesmo tempo em que pode ser difícil, não se pode negar que o Apple Pay traz uma ótima oportunidade ao iniciar a migração para um processo mais seguro e cômodo. É por esta razão que já há empresas aderindo à inovação, o que beneficia, inclusive, na gestão de clientes. “Acredito que as empresas que adotam essa solução estão criando uma relação muito forte com o cliente. Eles estão facilitando os processos de compra para os seus próprios clientes sem abdicar a segurança. Com isso, conseguem aumentar a experiência de compra e melhorar a lealdade dos compradores. Sem dúvida, é uma ferramenta de gestão de cliente muito forte”, afirma o executivo. Mies defende: é preciso que as empresas pensem no Apple Pay, senão agora, para o futuro. Quem fará parte desse serviço oferecerá, para ele, uma experiência nova e positiva ao cliente, bem como de criar uma relacionamento mais leal, provando que a empresa está preocupada com a confiança do consumidor e de seus dados. “Um exemplo é a Amazon, que foi inventora, praticamente, do pagamento a um clique na internet e conseguiu se diferenciar de outras empresas e fidelizar uma grande base de clientes, tornando-se uma das maiores e-commerce do mundo.”