Desafios dos consumidores de baixa renda

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Os consumidores de baixa renda compram 26% dos produtos vendidos no Brasil, representando um poder de compra da ordem de US$ 94,5 bilhões. São cerca de 41 milhões de pessoas, quase a população da Espanha, que vivem com uma renda mensal de aproximadamente US$ 439 (de acordo com a taxa do dólar a R$ 2,35), utilizada para adquirir basicamente alimentos, televisores, geladeiras, roupas e eletrodomésticos. Eles correspondem a 25% dos lares brasileiros e seriam a quinta maior economia da América Latina, caso formassem um novo País. Os dados foram revelados pelo estudo “O desafio do consumidor de baixa renda na América Latina”, que acaba de conquistar o Prêmio Atticus, na categoria de pesquisa.

Promovido anualmente pelo Grupo WPP, o Atticus Awards tem como objetivo reconhecer trabalhos que gerem impacto para as marcas e negócios do Grupo WPP em todo o mundo. Idéias originais, coerência, vigor, clareza e aplicação prática foram as principais características que fizeram do estudo o vencedor do prêmio Atticus 2004/2005, considerando não só os 150 escritórios da Ogilvy, como também os 800 escritórios do Grupo WPP globalmente.

“Este segmento da população representa uma grande oportunidade de marketing para nossas marcas. Mas o mercado sempre teve dificuldades em identificar seus hábitos. Reconhecemos esta situação e começamos a estudar o comportamento do consumidor de baixa renda em toda a América Latina”, conta Aloísio Pinto, diretor de planejamento da Ogilvy Brasil e um dos coordenadores do estudo, realizado durante os últimos três anos com pessoas das classes C e D em toda a América Latina.

Aloísio explica também que “os brasileiros de baixa renda vivem uma vida de às vezes, já que seus planos sempre dependem de algo ou alguém e não da vontade ou condição próprias”. Por exemplo, o consumo de uma marca ou de um produto ou mesmo a prática de um hábito (como ir ao cinema e comer uma pizza aos domingos) variam conforme esses ´fatores exteriores´. “Assim, às vezes dá para fazer aquilo, às vezes não dá e por aí vai”, comenta Aloísio.