Diferentes, mas dependentes

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Existe diferença entre marketing direto e marketing de relacionamento? Para o sócio-diretor de criação da e|ou, Eduardo Rodrigues, há diferenças sim, porém um pode ser considerado a evolução do outro e a tecnologia vem para aprimorar cada ferramenta utilizada na relação com o cliente. “Pode-se afirmar que historicamente o marketing de relacionamento é uma evolução do marketing direto, uma vez que nos primórdios desse último as ações não tinham qualquer pretensão de estabelecer um diálogo. O marketing de relacionamento surge mais tarde, apropriando-se de muitas das mecânicas e características do marketing direto, mas com objetivos um pouco diferentes”, explica o sócio-diretor.


Para Rodrigues, os dois costumam ser bastante confundidos entre si devido a proximidade entre as disciplinas. “Por definição, amplamente aceita pelas principais associações do segmento, o marketing direto tem como objetivo uma transação – ou outra resposta não necessariamente relacionada a venda – que seja mensurável. Enquanto isso, o marketing de relacionamento busca estabelecer um diálogo, uma troca mais duradoura com o cliente, transformando a venda – caso ela aconteça em algum momento – em uma consequência”, esclarece.


O marketing direto, segundo o especialista, pode ser unicamente usado para identificar as necessidades do cliente, obter recursos mensuráveis, prospectar.  “O marketing direto é um dos principais instrumentos do marketing de relacionamento, mas, além de não ser o único, ele não necessariamente precisa ser utilizado dentro do contexto do relacionamento. Às vezes o objetivo é apenas provocar uma determinada resposta (uma compra, por exemplo) sem que haja diálogo posterior com aquele cliente”, acrescenta Rodrigues que menciona os canais mais tradicionais do marketing direto como os catálogos e a mala direta. “Mais recentemente vimos o advento do e-mail e outras ferramentas digitais. Porém, em última instância, todo canal que provoque uma resposta e permita a mensuração do resultado – redes sociais, mobile, etc. – é um instrumento de marketing direto”, conclui.


Quanto os avanços que as estratégias de marketing podem sofrer, Eduardo garante que a tecnologia possibilitará um trabalho mais assertivo e aproximação na relação com o cliente, o qual deve ser visto como ser singular. “Enxergo na tecnologia um grande potencial para a evolução do marketing direto e de relacionamento, principalmente no que diz respeito ao aprimoramento dos bancos de dados – que são a matéria-prima do nosso trabalho -, seja na captação, na manutenção, enriquecimento ou higienização dessas bases”, finaliza.