E-commerce na AL precisa evoluir

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As grandes lojas de departamento latino-americanas que vendem pela Internet apresentam boa usabilidade, porém ainda precisam evoluir para corrigir alguns problemas que podem gerar insatisfação nos clientes e atrapalhar as vendas. Essa é a conclusão do estudo “Site Fácil – Melhores Práticas em comércio eletrônico – América Latina”, lançado pelo Ibope Inteligência.

De acordo com o estudo, os websites brasileiros apresentam as melhores soluções em usabilidade, dentre os países considerados. Submarino, Ponto Frio e Americanas tiveram, juntos, média de 76% de conformidade com as melhores práticas recomendadas pelo Ibope Inteligência. Em segundo lugar ficaram os sites chilenos, com 71% de conformidade.

O estudo analisou 11 websites dos quatro principais países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile e México. De acordo com o WebLatam, levantamento anual do Ibope sobre o uso da Internet na América Latina, 12% dos usuários da rede na região realizam compras on-line. “Submetemos os sites a uma análise técnica envolvendo as cinco etapas da navegação dentro de um canal de vendas on-line. Avaliamos o acesso e entendimento do site, o processo de busca por produtos, as telas de cadastramento, o processo de compra e as possibilidades de contato com a empresa”, relata Ricardo Lopes, analista responsável pelo estudo.

Os principais problemas foram encontrados na quinta e última etapa, o contato com a empresa. “Subaproveitadas, as opções de contato, como o “fale conosco” ou o “acompanhamento de pedidos”, são ferramentas muito importantes e deveriam merecer mais destaque nos sites. Valorizar os canais de contato, dando maior destaque a esse tipo de conteúdo, é vital, pois o cliente que consegue se comunicar com a empresa fica satisfeito e retorna ao site”, aconselha o analista.

Os resultados do comércio eletrônico indicam que a Internet tende a torna-se cada vez mais um fator crítico de sucesso na estratégia das redes varejistas. O número de internautas que visitam sites de e-commerce somou, em junho de 2006, 7,1 milhões de usuários residenciais no Brasil, ou seja, 52,9% do total de internautas com acesso residencial no País, de acordo com dados do Ibope/NetRatings. “Todo esse contingente está à procura de um site que, além das vantagens tradicionais de preço e variedade, ofereçam facilidade e comodidade, o que não se verifica em páginas com usabilidade ruim”, resume Ricardo.