E-gov ainda é pouco utilizado no Brasil

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O NIC.br – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR anuncia os números sobre Governo Eletrônico da TIC Domicílios 2007. O módulo faz parte da 3ª edição da Pesquisa Sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil e detalha a evolução do uso dos serviços oferecidos pelos órgãos públicos ao cidadão via web. A pesquisa identificou que 25% da população brasileira com mais de 16 anos usou a Internet para interagir com órgãos públicos em 2007.

 

O resultado representa um crescimento de 11% em relação à pesquisa realizada em 2005. Se considerados somente os usuários de Internet, esse percentual foi de 72%, sendo a quinta atividade mais desenvolvida na rede, atrás de comunicação (89%), lazer (88%), busca de informações on-line (87%) e treinamento e educação (73%).

 

Com relação a 2005, nota-se um crescimento significativo no uso de serviços de governo eletrônico em todos os segmentos da população, seja por renda, classe social, escolaridade ou situação de emprego. “O destaque foi o forte aumento na utilização desse canal de comunicação entre internautas com renda familiar entre três e cinco salários mínimos, que passaram de 14% em 2005 para 40% em 2007”, reforça Mariana Balboni, gerente do CETIC.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).

 

A pesquisa mostra que o uso de serviços de governo eletrônico entre os brasileiros acima de 16 anos cresce consideravelmente quanto maior o grau de instrução, a renda familiar e a classe social. Em 2007, 71% dos indivíduos com educação superior, 58% daqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos e 81% dos brasileiros de classe A informaram interagir com órgãos públicos por meio da rede.

 

“Entretanto, não são apenas os indivíduos de classe social mais elevada que se beneficiam das facilidades trazidas pelo uso da web no contato com o Governo”, explica Mariana. “É fato que a maioria dos brasileiros de classe A possui um computador e utiliza a Internet para se relacionar com o Governo, mas esse grupo representa apenas 5% do total de usuários”, completa. O perfil econômico do usuário de serviços de governo eletrônico é composto por 36% de indivíduos da classe B, 48% da classe C, 11% de indivíduos das classes D e E e 5% da classe A.

 

Mas os resultados também mostram que educação é fundamental para que o brasileiro possa se beneficiar desse tipo de serviços: apenas 12% daqueles que estudaram até o Ensino Fundamental compõem o total de usuários, enquanto 49% informam ter finalizado o Ensino Médio, e 39% o Superior. E os números reforçam que o cidadão que se utiliza desse canal de comunicação é jovem: do total de usuários, 70% têm entre 16 e 34 anos, e somente 12% têm mais de 45 anos.

 

O serviço de e-gov mais popular entre os brasileiros ainda é a consulta ao CPF, atividade realizada por 59% das pessoas que usam a rede para se comunicar com órgãos públicos. Em segundo lugar aparece a busca por informações e serviços públicos de educação, com 44% das menções. Em terceiro o uso da rede para fazer a declaração de Imposto de Renda, com 42% das citações, seguido pela realização de inscrição em concursos públicos, com 40%. Em seguida foram mencionadas três atividades ligadas à busca de informações sobre a emissão de documentos (31%), os serviços públicos de saúde (27%) e os direitos do trabalhador (26%).