É preciso ser legal no Black Friday

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O dia de descontos e promoções, Black Friday, não apenas oferece às lojas a oportunidade de ter aumento nas vendas, mas também possibilita que voltem ao e-commerce para compras futuras. De acordo com pesquisa feita pelo Busca Descontos, portal que trouxe o evento para o Brasil, 40% das pessoas que compraram no Black Friday no ano passado voltaram às lojas para as os presentes natalinos. “O Black Friday é uma ótima oportunidade para que as empresas atraiam mais consumidores para dentro da loja com promoções e descontos atrativos e ofereça a eles uma experiência positiva de compra”, afirma Ludovino Lopes, presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). “A partir desse primeiro contato, a loja pode mostrar o diferencial dos seus serviços/produtos e fidelizar o cliente para as próximas datas comemorativas.”
Porém, um dos principais problemas que existem durante o Black Friday são os casos de lojas que não suportam a quantidade de visitas, complicações com entrega e produtos no estoque, dificuldades na finalização das compras, sem contar os casos que fraudam os descontos, aumentando os preços semanas antes do evento e, no dia, voltando ao preço antigo, procurando parecer que estão oferecendo alguma promoção. O resultado é a perda de confiança do cliente e a imagem corporativa que fica prejudicada. Visando, então, que os varejistas cumpram com o código de conduta e práticas de transparência, a Camara-e.net lançou, no ano passado, em parceria com o Busca Descontos, o Black Friday Legal, iniciativa para ajudar o cliente a separar as lojas boas daquelas nem tanto. “As empresas que aderirem ao programa Black Friday Legal terão direito a usar o selo do projeto, que identifica as lojas virtuais que assinaram o Código de Ética do Black Friday e se comprometeram com as boas práticas do comércio eletrônico, como oferecer apenas descontos reais, sem maquiar as ofertas; entregar os produtos dentro do prazo prometido, entre outros”, explica Lopes.
Não apenas é capaz de diferenciar as lojas, mas o Código de Ética também auxilia que as empresas pautem suas informações e comunicações com o consumidor e servem como base para que elas saibam como ter um bom comportamento na data. “No primeiro ano, o Black Friday Legal teve 123 adesões. Esperamos que este ano novas empresas solicitem a adesão levando em conta a consolidação e expansão de aplicação dos princípios do código e da própria ação do Black Friday no Brasil”, diz o executivo.
Com ou sem selo, é essencial que as empresas se preocupem em oferecer a melhor experiência para os clientes durante o evento, afinal, é a oportunidade que possuem de aproximação e de trazer novos clientes para as suas lojas. Momento atrativo este que serve tanto para as grandes empresas, quanto para as micro e pequenas. “A sugestão para as MPEs é focar nos nichos, oferecendo bons descontos em alguns produtos, não necessariamente na loja inteira. Negociar com os fornecedores é uma boa forma de alcançar esses descontos”, indica Lopes. Além disso, para quem quiser ter o selo do Black Friday Legal, basta se inscrever no site da Câmara e com antecedência.