Efeitos da Covid-19 no mercado

Estudo revela que 80% das empresas já foi impactada financeiramente, mas há também tendência de inovação

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A Falconi entrevistou executivos de 408 empresas para entender a visão dessas companhias sobre os impactos da Covid-19 em seus negócios. A pesquisa revelou que cerca de 80% das empresas já teve a receita impactada pela crise, e 44% não espera crescimento ou retomada no faturamento nos próximos 6 a 12 meses. Ao todo, 71% dos entrevistados se diz muito preocupado com a recuperação da economia após a pandemia. O maior grau de insegurança está entre as microempresas, segmento em que 44% dos respondentes se dizem extremamente preocupados com a sobrevivência de seu negócio. Entre as pequenas e médias são 37%. Já entre as grandes, apenas 20%.

Apesar da preocupação com os impactos financeiros, há também uma tendência de inovação – e reinvenção – entre as empresas que participaram do estudo. Com a mudança no comportamento do consumidor, o setor privado entendeu que precisará se adequar para atender às eventuais novas demandas. Para 39% das empresas, as ações para ampliação da carteira de clientes foi desacelerada, dando lugar às estratégias para a retenção dos atuais fregueses. Já 29% das companhias estão apostando na mudança do mix de canais ou até mesmo em novos produtos e serviços para uma adaptação rápida à mudança de comportamento dos compradores.

A pandemia também acelerou o processo de transformação digital em 78% das empresas respondentes. De acordo com o estudo, estas companhias tiveram que responder rapidamente aos desafios impostos pela crise, adaptando-se ao trabalho remoto, organização de equipes e rotinas, mudanças nos modelos de negócio e adaptação na forma como consomem e ofertam produtos e serviços.

“As empresas que estiverem dispostas a integrar ainda mais os conceitos do digital, da inovação, da criação e da economia colaborativa aos seus negócios, se tornarão protagonistas do novo contexto socioeconômico. Esse levantamento deixa clara a tendência de mudança e indica que recorrer a tecnologia é uma boa opção para garantir a sobrevivência do negócio”, explica Flávia Maia, Associate Manager da Falconi e organizadora da pesquisa.