Endividamento do paulistano chega a 59%

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A dívida do consumidor paulistano aumentou 2 pontos percentuais em agosto e atingiu 59%, segundo a Pesquisa da Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Na comparação com o mesmo período de 2006, o índice apresentou aumento de 4 pontos percentuais. Já a inadimplência registrou alta de 4 pontos percentuais ante o mês anterior e atingiu 44%. No contraponto com agosto de 2006, quando o volume de inadimplentes (consumidores com dívidas em atraso) era de 37%, a elevação foi 7 pontos percentuais.


A expansão de novos empréstimos e concessão de crédito para compra de bens e serviços estão entre os fatores que podem ter contribuído para o aumento do endividamento entre os consumidores com renda de até três salários mínimos, que chegou a 70% em agosto, ou seja, alta de 8 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Já entre os consumidores com rendimentos de 3 a 10 salários mínimos, 63% possuem alguma dívida, contra 61% em julho. No universo de consumidores com renda superior a este patamar, o percentual de endividados é de 43%, queda de 5 pontos percentuais em relação ao mês anterior.


A inadimplência também afeta diretamente o consumidor com menor poder aquisitivo, pois no grupo de pessoas com renda de até três salários mínimos 58% têm dívidas em atraso. Naqueles com rendimentos de 3 a 10 salários mínimos o percentual é de 42% e entre os que possuem renda acima deste patamar o índice é de 28%. A desaceleração do crescimento na renda e as férias escolares, que acabam por aumentar os gastos com viagens, diversão e lazer, estão entre os fatores que contribuíram para essa elevação.


Quanto ao comprometimento da renda para o pagamento de dívidas, em agosto o índice chegou a 33%, o que representa aumento de 1% ante ao mês anterior. Na análise segmentada por renda, tanto os consumidores com rendimentos de até três salários mínimos quanto os que ganham entre 3 até 10 salários mínimos apresentam o mesmo resultado: 34% da renda comprometida. Entre consumidores com rendimento superior a esse patamar, o percentual é de 29%.


No mês de agosto, os consumidores que declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso atingiu 75%, o que significa alta de 8 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Na segmentação por renda, observa-se que a intenção de pagamento é proporcional aos rendimentos do entrevistado. Entre os consumidores com renda de até 3 salários mínimos, a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas é de 68%, subindo para 79% entre os que ganham entre 3 e 10 salários mínimos e para 85% entre os consumidores com rendimentos superiores a 10 salários mínimos.


Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência se verifica no período de 3 meses a 1 ano (47%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (21%) e mais de 1 ano (31%). Na análise por nível de renda, o mesmo comportamento pode ser observado, ou seja, o prazo de comprometimento da renda situa-se na faixa de 3 meses a 1 ano para todos segmentos de renda.