Era da iAcessibilidade?

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Não é de hoje que a Apple cria tendências na sociedade quando lança um novo produto ou serviço. Por exemplo, a transformação que a marca trouxe ao conceito de smartphone. O que não está sendo diferente com o lançamento de uma nova opção de pagamento móvel. Apesar dessa opção já existir no mercado e já vir sendo utilizada, por mais que seja em uma parcela pequena, o Apple Pay traz uma modificação a este serviço, pois ele estará integrado aos iPhone 6 e 6 Plus e simplifica as operações NFC, que são sem toque, já que combinará a impressão digital, chamada pela Apple de Touch ID, com as principais bandeiras de cartões e empresas varejistas. Ou seja, a marca estabelece no mercado uma opção que trará às pessoas, sejam elas compradoras ou vendedoras, uma forma de pagamento mais simples e acessível.
E por justamente ter uma influência entre os clientes seguidores, a Apple, mais do que trazer uma novidade ao mercado, força que as empresas pensem na sua posição mercadológica para não ficarem de fora da inovação, tanto aquelas que são parceiras da marca quanto às concorrentes. “As instituições financeiras, em geral, terão que repensar sua posição em relação ao pagamento móvel e, ao invés de lançarem soluções individuais, como no passado, deverão cooperar para criar abordagens padronizadas para esse tipo dos sistemas de pagamentos. As entidades envolvidas no processo serão submetidas a uma grande pressão para suportar e expandir esta forma de pagamento”, explica Marco Santos, country managing director da GFT Brasil. “É válido lembrar que a concorrência também irá responder a isso, tornando o assunto mais urgente e acelerando a generalização do pagamento móvel no dia a dia.”
Ou seja, ultrapassa a questão de agora haver uma nova opção de pagamento móvel. Com o Apple Pay, a empresa pode trazer à sociedade um novo modo de consumo, um novo comportamento entre os clientes, que poderão, cada vez mais, procurar por esse serviço e também obrigar que outras empresas adotem a opção. “O pagamento móvel poderá ser utilizado para o gerenciamento das finanças pessoais, como uma maneira de simplificar as tarefas diárias, como compras e pagamento de contas”, aponta Santos. Sem contar que os dados serão mantidos apenas para o cliente, nem a Apple ou as empresas varejistas participantes terão acesso aos dados, o que fornece uma maior segurança ao consumidor.
Por mais que o Apple Pay esteja, por enquanto, apenas disponível para o Estados Unidos e seja ainda difícil dizer como ele será aceito entre as pessoas de todo mundo, muito se espera que a empresa incentive os consumidores ao pagamento móvel, o que resultará em um ciclo: quanto mais clientes forem adeptos ao serviço, mais lojas oferecerão a opção para atraí-los e mantê-los, bem como empresas concorrentes também procurarão fornecer formas semelhantes, para não se defasarem do mercado, e, assim, mais pessoas poderão ter acesso ao pagamento móvel. “Portanto, para o futuro, é possível dizer que o pagamento NFC estará acessível em vários estabelecimentos e será aceito pelas grandes empresas de cartão de crédito e pelos próprios consumidores, que estarão menos céticos em relação a esta nova forma gerenciar seus pagamentos”, finaliza o executivo.

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