Estabilidade dos preços no varejo

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O Índice de Preços no Varejo (IPV) apresentou em julho desempenho estável, variando 0,02% em relação ao mês anterior, conforme apurou a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) na região metropolitana de São Paulo. Esta é a terceira desaceleração consecutiva do índice que, com esse resultado, acumula variação de 6,17% no ano.

Com isso, a expectativa da Fecomercio é de que o IPV se mantenha em patamares baixos no 2º semestre, até mesmo com sinais de deflação, principalmente em conseqüência de o real estar valorizado em relação ao dólar. E outro ponto que conta a favor dessa tendência é o fato de que os produtos alimentícios deverão continuar registrando queda, assim como os bens semiduráveis, que estão sendo liquidados pelos lojistas.

Os efeitos das liquidações nos preços de itens de vestuário e calçados, inclusive, já puderam ser percebidos no desempenho de julho, com queda de 1,93% – a primeira do grupo de semiduráveis registrada pelo IPV desde fevereiro deste ano. Isso se explica pelo fato de esse grupo sofrer influências sazonais, sendo afetado diretamente pela antecipação das liquidações de inverno.

Já entre os não-duráveis, que incluem os alimentos, houve queda de 0,74%, seguindo a variação negativa de 1,02% de junho. Esse resultado foi influenciado pelo desempenho de produtos alimentícios (-0,89), produtos de limpeza doméstica (-2,17%) e produtos farmacêuticos (-0,38%). No ano, o grupo acumula alta de 3,77%.

Ainda puxado pelo efeito do aumento da oferta de crédito no desempenho do setor, o grupo de duráveis fechou o mês com alta de 2,73% em relação a junho. Os eletrodomésticos passaram de uma queda de 0,49% em junho para 3,47%. O subgrupo de móveis e decorações finalizou o mês em 0,67%, ante variação negativa de 0,99% do mês anterior. Essas altas refletem as elevações de preços das matérias-primas utilizadas na cadeia produtiva e repassadas ao consumidor.

O grupo comércio automotivo também apontou leve aceleração de preços, que se destaca principalmente por ser a segunda elevação consecutiva, com variação positiva de 1,96%, puxada por ambos os setores que compõem o grupo: veículos novos (1,93%) e autopeças (1,79%). Uma inversão da trajetória ocorreu em materiais de construção. O desempenho passou de 2,97% em junho para queda de 0,60% em julho. Mas, no ano, o grupo ainda acumula alta de 7,99%, acima, portanto, da média geral de preços no varejo.

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