Ética empresarial: um código de sobrevivência

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De alguma maneira o comportamento ético sempre foi praticado pelas empresas e, em tempos idos, tinha na palavra do dono do negócio e na imagem da empresa no mercado sua âncora de princípios. Com o tempo, as empresas cresceram, se internacionalizaram, os mercados se expandiram, o dono virou empresário e saiu da calçada, onde representava a imagem do negócio, para trás da mesa do escritório.

Este último século modificou, dentre tantas coisas, a forma como hoje podemos adquirir produtos e serviços não existindo mais distâncias intransponíveis ou exclusividades. Mas uma coisa não mudou e se consolidou como uma ferramenta forte apesar de todas as mudanças, a ética.

Como instrumento o Código de Ética foi criado para nortear procedimentos e posturas e passou a definir o desempenho de muitas empresas, como principal parceiro em todas as suas conquistas. Com a função de orientar as ações e explicitar as posturas o Código de Ética se consolida como um instrumento importantíssimo para que qualquer empresa interaja adequadamente com os diferentes públicos. Para que isso se torne possível é necessário que o conteúdo seja claro e realista para que os funcionários da empresa possam interiorizá-lo com precisão.

Sendo assim, cada empresa deve conceber o próprio Código de Ética, pois neste poderá constar todas as particularidades e especificidades relacionadas à estrutura organizacional, procedimentos e condutas, além de orientar as atuações dos colaboradores. Desta forma, cada empresa define a forma de atuar no mercado e deixa claro o que espera de si, enquanto estrutura e dos funcionários.

Como qualquer processo, este oferece benefícios superiores à destinação, quando da concepção enquanto instrumento é capaz de provocar inúmeros questionamentos e reformulações que acabam sensibilizando todos os funcionários, dinamizando sua execução e aproximando seus resultados.

Para tanto é de suma importância que a empresa tenha claro tanto os objetivos como as ferramentas que pretende utilizar para atingi-los e nisso se inclui seu aparato humano e as competências.

Equipes coesas e bem organizadas são fundamentais para que qualquer procedimento seja instalado e devidamente cumprido. Grupos instáveis, desorganizados, ineficientes ou mesmo lideres que não estejam comprometidos podem minar toda saúde da empresa, o sucesso e a imagem.

Uma empresa é a soma de diversos investimentos dentre os quais os mais importantes são as pessoas, pois são elas que tornam realidade objetivos, metas e projetos, e sua ética. Quando trabalhamos com pessoas, precisamos não apenas de suas competências e experiências, mas do comprometimento, ou seja, que aquele indivíduo entenda a empresa como sua e sinta que dele depende o sucesso, o sonho e principalmente a ética.

Silvana Martani é psicóloga da Clínica de Endocrinologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.