Falando a mesma língua do cliente

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Como é possível usar a mesma linguagem do cliente? Talvez, o primeiro caminho sejam as pesquisas de mercado e análises de perfis. Mas seria o bastante? Claro que não, pois é preciso dar o passo seguinte, ou seja, encontrar uma sintonia na comunicação, fazer com que haja uma identificação. Por conta disso, algumas marcas passaram a investir em brand persona. “O intuito da marca é estar cada vez mais próxima do seu target. Quanto mais uma marca conhece o seu público, melhor será o relacionamento estabelecido”, comenta Flávia Drummond diretora de marketing da Ri Happy. “E a personificação facilita o processo.”
Por meio das campanhas desse tipo, com um personagem, é possível entender e conhecer o cliente primário. Um passo fundamental para o processo de aproximação. “No processo de brand persona, entendemos o comportamento, os anseios, a melhor linguagem e canais para a marca se comunicar com o seu target”, adiciona a executiva. Além disso, ela comenta que é possível compreender ainda os valores que a marca passa aos clientes e quais são os pontos que mais os atraem. Dessa maneira, é possível reforçar esses fatores e fazer com que a fidelização aumente. 
Da mesma forma que, por meio da persona, pode-se ter ciência também dos anseios do público e, assim, trabalhar em ações de marketing que reforcem as preferências de compra e faça com que o cliente se sinta mais seguro no relacionamento. Mas, claro, tal estratégia terá resultados positivos se a empresa trabalhar, no dia a dia do personagem, com a linguagem adequada ao público, produzindo conteúdos que sejam relevantes.
 
No caso da RiHappy, Flávia conta que, no processo de brand persona, a empresa trabalhou primeiro com clínicas de pesquisa e dinâmicas com consumidores mirins e seus pais. “Para entendermos não apenas quem são, mas como eles se comportam, como brincam, quais são seus interesses e como se relacionam hoje com o mundo”, declara. A estratégia, para a marca, é uma das ferramentas utilizadas para seu posicionamento no mercado. De acordo com a executiva, esse é um meio de, inclusive, conseguir acompanhar o público infantil, que também vem passando por transformações constantes. “Assim, a nossa expressão da identidade: linguagem, identidade, tom de voz, devem acompanhar esse movimento”, finaliza.