Frost & Sullivan analisa mercado de ERP

0
0


O mercado de ERP (Enterprise Resource Planning) já pode ser considerado saturado, principalmente, na América do Norte e na Europa onde uma série de consolidações como a da Oracle com a Peoplesoft foi presenciada. Diante deste cenário, a alternativa dos fornecedores dessa tecnologia para conseguir aumentar as receitas é focar em regiões como a América Latina e no segmento de médias empresas. Essa análise acaba de ser concluída pela Frost & Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, que recentemente finalizou um estudo sobre o tema.

Durante a pesquisa, a empresa constatou também que o mercado latino-americano de softwares de ERP deve alcançar cerca de US$ 720 milhões em 2011 contra os 394.2 milhões obtidos em 2005, totalizando um crescimento médio anual de 10.6%. “Hoje 65% desse faturamento é proveniente de grandes empresas, mas espera-se uma mudança nesta participação”, afirma Marcelo Kawanami, analista de pesquisa da Frost & Sullivan.

Para chegar a esse resultado, os fornecedores de ERP apostam no desenvolvimento e na oferta de soluções pré-configuradas, mais econômicas, que atendem às necessidades de mercados verticais e que otimizam o tempo e o investimento gasto com a implantação desse tipo de software. “Como as companhias buscam reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aprimoram seus sistemas, esses gastos com tempo e dinheiro são os principais limitadores da expansão da tecnologia. O uso crescente do ERP ainda pode ser barrado devido à dificuldade que as pequenas e médias empresas têm para obter financiamentos e pela instabilidade política ocasionada pelas eleições”, observa o analista.

Outra estratégia adotada pelos provedores dessa solução para atingir novos clientes de médio porte é atuar por meio de venda indireta com canais especializados nesse público. Em paralelo, a oferta de soluções complementares como CRM (Customer Relationship Management), BI (Business Intelligence) e SCM (Supply Chain Management) é outra alternativa para expandir o faturamento dos fornecedores. “Integração e flexibilidade para atender às necessidades dos clientes são fatores fundamentais para competir nesse nicho que ainda deve continuar apresentando fusões e aquisições em curto prazo”, adverte Kawanami.

Em relação ao ERP, o Brasil é o maior mercado da América Latina com 43% de participação na receita total. Há uma forte competição dos fornecedores locais que são líderes no middle market do mercado. Na seqüência, está o México com 28%.