Governo compra menos pela web

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O setor público brasileiro movimentou, no mês de maio, R$ 168 milhões em compras públicas realizadas via Internet, segundo apuração do projeto e-Licitações, índice mensal desenvolvido por Florencia Ferrer Pesquisa & Consultoria, em parceria com o Núcleo de Estudos e Desenvolvimento em Governo Eletrônico (Ned-Gov/FUNDAP-FAPESP), e divulgado com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net). O volume das transações on-line caiu aproximadamente 3% com relação ao mês de abril.

“A queda apresentada é uma típica flutuação sazonal, ou seja, como o governo compra muito num determinado mês, diminui-se a necessidade de compras adicionais no mês seguinte”, analisa o diretor de operações da Florencia Ferrer Pesquisa & Consultoria, Cristian Lima, lembrando que em abril as compras tiveram um volume muito alto, quase o dobro do mês de março.

Segundo ele, um fato importante no mês de maio foi o aumento em torno de 2% do volume transacionado na Internet pelo Governo Federal. “A previsão é que as negociações pela Internet voltem a ter aumentos mais expressivos nos próximos meses, impulsionadas pelo decreto do presidente Lula, que torna obrigatória a compra de bens e serviços, cujos produtos sejam padronizados, por pregão, preferencialmente eletrônico”, completa.

Em maio, as compras pela Internet representaram 2,1% do valor total de bens e serviços adquiridos pelos governos federal, estaduais e municipais no mesmo período.

O índice e-Licitações apura a soma do valor negociado através de licitações executadas 100% via Internet: publicação de editais, convites a participantes e execução dos lances. Desenvolvido desde março de 2004, o índice é constituído pelos resultados dos pregões eletrônicos realizados nos portais ComprasNet (Governo Federal), Licitanet (Governo de Minas Gerais), BEC – Bolsa Eletrônica de Compras do Estado de São Paulo, Licitações-e (Banco do Brasil), ComprasRS (Rio Grande do Sul), e nas cidades de São Bernardo do Campo, Jundiaí, Itajaí e Florianópolis. Essa amostra representa, respectivamente, 100% do universo de compras eletrônicas no nível federal, 50% estadual e 60% municipal.