Grandes indústrias estão investindo mais

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Estudo elaborado pela Serasa, com base nos demonstrativos contábeis de cerca de 10.000 empresas de capital aberto e fechado, mostra que desde 2003 até setembro deste ano, as grandes indústrias ampliaram os investimentos em ativos fixos para aumentar a capacidade produtiva.

Nas grandes indústrias, aquelas com faturamento líquido anual maior que R$ 50 milhões, o volume de investimentos em ativos fixos, revelou crescimento contínuo desde 2003 e foi equivalente a 7,6% do faturamento até setembro de 2006, maior percentual atingido no período do estudo. As cerca de 1.700 grandes empresas da amostra fizeram investimento de cerca de R$ 32 bilhões no imobilizado, até setembro, sem considerar os valores da Petrobrás, que investiu sozinha cerca de R$ 11 bilhões no mesmo período.

O segmento de Papel e Celulose se destacou no estudo com indicador de investimento de 26,9% das vendas até setembro/2006. Diante da demanda aquecida e da acirrada concorrência interna e externa, destinou grande parte de seus recursos à manutenção e ampliação das plantas industriais, afim de consolidar-se como player de destaque no mercado globalizado.

Como contraponto, o segmento têxtil apresentou investimentos equivalentes a 1,9% do faturamento, devendo-se ressaltar a grande concorrência com os produtos asiáticos importados, que prejudicaram o desempenho das empresas.

As pequenas e médias empresas, aquelas com faturamento anual até R$ 50 milhões, apresentam investimentos equivalentes a 4,1% do faturamento até setembro/2006, bem inferior ao das grandes empresas. Dentre elas, o segmento químico foi o que apresentou maior nível de investimento com 6,0% das vendas, enquanto o menor foi o de alimentos que apresentou indicador de 2,6%. Historicamente, a menor lucratividade das pequenas e médias indústrias aliado aos juros elevados, dificultam o acesso ao crédito e inibem investimentos maiores. Da amostra total, as pequenas e médias empresas, que totalizaram cerca de 8.300 empresas da amostra, investiram mais de R$ 2 bilhões até setembro de 2006.