Imaginação e emoção

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*João Carlos Rego

” Todas as lindas flores e os suculentos frutos do futuro
dependem das sementes plantadas hoje. “
(provérbio chinês)

Ao iniciar este artigo, convido-lhe, Caro Leitor, a fazer comigo um pequeno exercício de imaginação: Independente do que você faz profissionalmente na vida; independente de você ser profissional liberal, empresário, empregado ou autônomo, independente de seu status ou condição social, independente de você produzir, comercializar ou prestar serviços, imagine-se sem clientes. Totalmente sem clientes.
Imagine um dia, uma semana, um mês, um ano sem clientes. Aonde você vai parar ? Sim, caro leitor, é duro, mas isto é como imaginar o seu próprio velório. No famoso livro de Stephen Covey, “Os sete hábitos das pessoas muito eficazes”, o autor propõe esse exercício: imaginar o próprio velório; o que as pessoas presentes estariam falando a meu respeito? O que marcou positivamente minha estada aqui na Terra ?
Trazendo esta analogia para o mundo empresarial, como meus clientes sentem o meu atendimento ? O que valorizam, ou não, em minha prestação de serviços ? Dizem que Sam Walton, fundador do Wall Mart, nas reuniões de diretoria, sempre reservava uma cadeira vazia. Uma vez lhe perguntaram o por quê disto. Ele respondeu: “Esta cadeira está reservada para nosso cliente, para que todos aqui presentes pensem se ele irá aprovar, ou não, as decisões que estamos tomando aqui”.
Muitas vezes, na vida, a gente só dá o valor real às coisas e às pessoas quando as perdemos. Aí vem o arrependimento. Aí é como naquela música dos Titãs: “Devia ter amado mais, devia isso, devia aquilo…”. Muitas vezes é tarde demais. Principalmente no mundo dos negócios.
Tudo, no concorrido e globalizado mundo de hoje, está muito parecido: os produtos e serviços, a qualidade, os preços, as condições de pagamento, etc. Assim, o grande e talvez único diferencial passa a ser o relacionamento. É a forma como você presta o seu serviço, seja ele qual for; a forma como você trata seus clientes. É a emoção que você coloca nestas relações e a preparação técnica e motivacional que irão definir como será seu destino. Mas nem todos têm esta percepção; tem gente que considera o cliente “um mal necessário”. Pode?
Para que as percepções sejam ampliadas é que o Ser Humano cria símbolos. Daí a existência de bandeiras, hinos, slogans, logomarcas, imagens, uniformes, gestos e, também, datas comemorativas. Nada mais são do que símbolos que despertam lembranças, imaginação, emoção e percepções. Positivas ou negativas, dependendo do símbolo.
Quando você vê uma suástica, ou a imagem das torres gêmeas do World Trade Center não há como não ficar indignado. Quando você vê a camiseta do seu time favorito, você se empolga. E o que não dizer da emoção ao ouvir o Hino Nacional Brasileiro numa final de Copa do Mundo?
E os gestos, imaginação e emoção nas datas comemorativas ? Na verdade, todo dia é Dia da Paz, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia da Pátria, Dia dos Pais, Dia de Jesus Cristo, o que não impede a existência de datas específicas para lembrar e reverenciar. E estas datas, além de provocarem grandes reflexões, também se traduzem em grandes oportunidades de negócios, de aperfeiçoamento de relacionamentos pessoais e comerciais e de geração de emprego e renda.
Então, já que percepções, imaginação e emoção são fundamentais para o aperfeiçoamento das relações profissionais e já que a figura do Cliente é absolutamente fundamental para a sobrevivência, crescimento e sucesso de qualquer profissão ou empreendimento, era preciso ser criado – e foi – um símbolo de valorização do cliente: O DIA DO CLIENTE.
O DIA DO CLIENTE será comemorado anualmente em 15 de setembro. Está sendo oficializado em todo o Brasil, integrando o Calendário Oficial de Eventos de Estados e Municípios. Já é assim no Estado do Rio Grande do Sul, em São Caetano do Sul e Santa Cruz do Rio Pardo, no Estado de São Paulo e em Campina Grande, na Paraíba.
Está prestes a ser oficializado, também, em Porto Alegre, Curitiba, Maceió, Maringá, Belém do Pará e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. E está tudo pronto para também dar entrada no Congresso Nacional, em Brasília. Mas isto também é apenas um símbolo. A construção da percepção se dará com a adesão de todos os agentes econômicos a esta iniciativa. Não basta uma data; não basta uma lei, é preciso, agora, divulgação e participação.
Na verdade, todo o dia é, ou pelo menos deveria ser, o DIA DO CLIENTE. Mas como um símbolo, para marcar esta importância, agora o Cliente também tem o seu dia especial – o 15 de setembro.
Portanto, Caro Leitor, agora é a hora de você semear. De você soltar a imaginação e buscar novas formas de surpreender positivamente seus Clientes, promovendo agradecimentos, homenagens, promoções especiais, decorações, eventos, anúncios, mensagens, campanhas publicitárias e de vendas, brindes ou toda e qualquer forma de, através da emoção, do reconhecimento e do respeito, valorizar e aperfeiçoar o relacionamento com seus Clientes.
É da multiplicação dessa semeadura que todos colheremos os melhores frutos, principalmente os frutos de empregos, renda e desenvolvimento para nosso País.
Feliz DIA DO CLIENTE, hoje e sempre, com muita imaginação e com uma emoção mais do que especial. Depois, é apreciar as flores e saborear os frutos.
JOÃO CARLOS REGO é Conferencista, é o Idealizador do DIA DO CLIENTE -tel./fax 0-xx-51- 3333-1080
Celular – 0-xx-51-9176-9457 -e-mail: [email protected]