Inadimplência deve cair 20,27%

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O índice de cheques devolvidos deve ficar em 2,28% no 2º semestre e representar queda de 20,27% em relação ao registrado no semestre anterior (2,86%), segundo estimativa da Telecheque. Por outro lado, a empresa espera aumento de 7,55% no comparativo com mesmo período de 2004, quando o índice de inadimplência foi de 2,12%.

“No primeiro semestre a inadimplência é maior por refletir os altos gastos de datas comemorativas com grande apelo de consumo, como o Natal, o Dia das Mães e dos Namorados, além dos gastos habituais de início de ano, como a volta às aulas, o Carnaval, IPTU, IPVA, etc, o que tende a provocar o descontrole financeiro do consumidor, com conseqüente impacto no indicador de cheques devolvidos do período”, explica o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto.

Segundo ele, já no segundo semestre, os consumidores brasileiros começam a se preocupar mais em sanar as dívidas e também a organizar a vida financeira. Por isso, o menor volume de cheques devolvidos nesta segunda etapa do ano comprova tendência histórica de recuperação de crédito no período, muitas vezes em função do adiantamento do 13º salário, e a influência da sazonalidade do consumo nos índices de inadimplência”, complementa.

“Em contrapartida, o aumento do índice de cheques devolvidos entre julho e dezembro deste ano em comparação com mesmo período de 2004 está mais relacionado com os altos juros e os longos parcelamentos praticados no mercado. Para aliviar o peso dos juros e manter as vendas, os lojistas têm ampliado os prazos de pagamento, o que prorroga os reflexos da inadimplência. No entanto, isso tem ajudado em parte, já que não podemos deixar de levar em conta o crescimento significativo da taxa Selic, que em agosto do ano passado, por exemplo, era de 16% e agora chega a 19,75%”, afirma Praxedes. “Com o custo do crédito bastante elevado e o poder de compra do consumidor mostrando pequena recuperação fica bastante difícil o aquecimento econômico como também a capacidade de honrar todos os compromissos financeiros assumidos”, conclui o executivo.