Inadimplência fica estável em 40%

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O número de consumidores da Região Metropolitana de São Paulo com algum tipo de dívida – cheque, cartão ou carnê – caiu para 52% em julho, uma retração de 5 pontos percentuais em relação a junho. Trata-se do menor índice registrado desde que a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), começou a ser realizada em 2004. Já o total daqueles que informaram possuir algum tipo de conta em atraso, os inadimplentes, ficou praticamente estável: 40% contra 39% no mês anterior.

“Embora a PEIC deste mês tenha registrado queda no nível de endividamento e estabilidade no percentual de consumidores com contas em atraso, o comprometimento da renda com dívidas aumentou e a intenção de quitar dívidas se retraiu. São informações que preocupam. Embora o crescimento do rendimento médio real tenha colaborado para a redução do endividamento, ele ainda é insuficiente para uma melhora generalizada de todos esses indicadores”, afirma o presidente da Fecomercio, Abram Szajman.

A Fecomercio observa que caso a elevação da renda continue em um patamar morno aliada à expansão do volume de crédito – tanto o destinado à pessoa física quanto o consignado -, isso poderá resultar em um aumento da inadimplência no futuro.

A PEIC mostra ainda que o percentual da renda comprometido com dívidas subiu 6 pontos percentuais para 40% este mês, contra junho. Quanto à intenção dos consumidores em quitar total ou parcialmente as dívidas em atraso, o levantamento da Fecomercio, revela que apenas 69% responderam afirmativamente contra 75% no mês anterior. O universo daqueles que não poderão honrar com seus compromissos aumentou de 23% para 30%. Em relação ao prazo médio de endividamento para 18% é inferior ou igual a três meses. Para 43%, ele varia de três meses a um ano. Apenas para 38%, o período é superior a 12 meses, segundo a PEIC.