Índice de consumo em SP

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O consumidor ainda está cauteloso, mas apresenta leve aumento na intenção de compras para o segundo trimestre de 2013. Segundo pesquisa realizada pelo PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados, 59,2% dos paulistanos pretendem adquirir um bem durável entre os meses de abril e junho deste ano, índice 2,4 p.p superior ao registrado no primeiro trimestre, em que se verificou 56,8%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o índice manteve quase o mesmo no mesmo patamar, 58%.


A amostra, feita com 500 consumidores da cidade de São Paulo, analisa a intenção de compra e de gasto em relação a diversas categorias de produtos (“Eletroeletrônicos”, “Informática”, “Cama, mesa e banho”, “Cine e Foto, Móveis”, “Telefonia e Celulares”, “Material de Construção”, “Linha branca”, “Vestuário e Calçados”, “Automóveis e Motos”, “Imóveis”, “Eletroportáteis” e “Viagens e Turismo”), avaliando também a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.


Dentre as categorias analisadas, o item “Vestuário e Calçados” desponta como o de maior intenção de compra, com 17%, seguido por “Móveis” (12%), e por “Linha Branca”, com 9,4%.


Segundo Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Conselho do PROVAR/FIA, o nível superior ao verificado no primeiro trimestre de 2013 se dá por conta das datas sazonais do varejo. “O Dia das Mães tem um peso muito forte nas vendas, afinal é a segunda data mais importante do varejo nacional. Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, o índice se mantém estável, o que indica que os consumidores estão muito cuidadosos em relação à decisão de compra, por conta da inflação, mesmo com estímulo ao crédito”, argumenta o professor.


Outro fator ressaltado no estudo é que somente três categorias apresentaram alta na intenção de compras em relação ao segundo trimestre de 2012, são elas: Móveis (81,8%), Eletroeletrônicos (25%) e Eletroportáteis (8,3%). Todas as outras categorias listadas na pesquisa apresentaram quedas que variam de 4,4% a 32,1%.


Foi apontada ainda a maior queda já registrada na pesquisa do varejo virtual. Em análise feita em parceria com a e-bit, a intenção de compra na internet alcançou o patamar de 76,5%, recuo de 7,4 p.p quando comparada ao primeiro trimestre de 2013 (83,9%). Em relação ao segundo trimestre de 2012, a queda foi ainda maior, 8,5 p.p.


Outros pontos destacados no estudo


Segundo a pesquisa, a intenção de compra de imóveis nestes meses do ano é a menor já registrada. Somente 3,8% dos entrevistados informaram que pretendem adquirir este tipo de bem, mas a intenção de gasto é a maior já analisada em um ano de estudo. No segundo trimestre de 2012, o valor médio gasto pelo paulistano para a compra de um imóvel era de R$ 99.039,00 já para o segundo trimestre deste ano o valor é de R$ 159.105,00, uma alta de 60,6%.


Neste período, a expectativa de inadimplência é de 7,91% para abril, 8,5% para maio, e 7,87% para junho. Um dado alarmante identificado no levantamento é que o comprometimento de renda das famílias está muito alto, sobrando apenas 10% para novas despesas. Dentre os fatores que mais contribuem para este resultado estão os gastos com Educação, que ocupam 22,1% da renda, seguidos de Alimentação (21%) e Crediário (16,4%).


Entre as categorias em que se pretende mais utilizar crédito estão: “Material de Construção”, em que 81,4% dos respondentes sinalizaram fazer uso de crediário, seguido de “Automóveis e Motos” (80,8%), e “Móveis” e “Cama, mesa e banho”, com 75% cada.


Outro dado analisado remete à consciência financeira do consumidor: 21% informaram ter poupado algum valor nos três primeiros meses do ano, ante 28% no último trimestre de 2012. Entre os tipos de ativos investidos, 96% são em poupança, 2% em papéis como CDBs, 1% em dólar e 1% em ouro.


Os entrevistados que indicaram ter poupado algum valor nos últimos três meses, informaram ter acumulado uma quantia média de R$ 1.110,00. Já quanto à pretensão de poupança, 32% disseram que devem economizar algum valor no período, ante 38,6%, e o valor médio pretendido para os meses de abril e junho são de R$ 1.287,37.