Indiferente à política, ICC fica estável

0
8


A percepção do paulistano quanto às condições econômicas atuais e futuras segue à margem da corrida eleitoral e de quem será o futuro Presidente da República. É o que indica o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), que ficou praticamente estável este mês, ao registrar 132,1 pontos (alta de 0,4% em relação a setembro). O índice varia de 0 a 200, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar.

“Mesmo no contexto de um período eleitoral, o resultado reflete o quadro econômico estável. O conjunto de indicadores – inflação, câmbio, oferta de crédito e taxa de juros – atravessa um período de tranqüilidade, sem perspectivas de crises”, avalia o presidente da Fecomercio, Abram Szajman.

O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede o grau de otimismo do consumidor em relação ao presente, ficou em 123,4 pontos (queda de 1,4% em relação a setembro). O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), por sua vez, que indica a percepção quanto ao futuro, registrou alta de 1,5% no contraponto ao mês anterior e alcançou 137,9 pontos.

Pelo segundo mês consecutivo, consumidores com renda inferior a 10 salários mínimos se mostram mais confiantes do que aqueles com vencimentos acima desse patamar. O otimismo também é maior entre os homens e consumidores com menos de 35 anos. Na segmentação por faixa de renda, o IEC apontou alta de 6,1% em relação ao mês anterior e subiu a 141,5 pontos entre os que ganham menos de 10 salários mínimos. Já o ICEA, praticamente estável em relação a setembro, caiu 0,6% e acusou 124,3 pontos. Os consumidores mais cautelosos estão na faixa de renda superior a 10 salários mínimos. Entre eles, o IEC caiu 6,8% e foi a 130,9 pontos, enquanto o ICEA recuou 2,3% e se fixou em 122 pontos.

Quanto à divisão por sexos, o ICC de outubro medido junto ao público masculino registrou alta de 2,8% e totalizou 138,2 pontos. Entre as mulheres, o otimismo recuou 2% e registrou 126,5 pontos. Em relação ao conceito de faixa etária, a confiança dos consumidores com idade inferior a 35 anos avançou 2,2% e atingiu 139,2 pontos mas, entre aqueles com idade acima desse patamar, caiu 2,6% e ficou em 120,4 pontos.