IoT e a decisão inteligente

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Autora: Rafaela Mancilha
 
As principais consultorias, fabricantes e desenvolvedores de tecnologia acreditam que, até 2020, os dispositivos conectados à Internet das Coisas (Internet of Things, IoT, pela sigla em inglês) chegarão à marca de 20 bilhões. Podemos afirmar que o impacto será significativo e essa tendência continuará aumentando com o passar dos anos, afetando a forma como trabalhamos, vivemos e nos relacionamos.
 
Uma das principais razões que justifica essa tendência são os benefícios para as empresas, como, por exemplo, realizar tarefas de manutenção preditiva, otimizar a produção, administrar recursos de forma mais eficiente e se abrir a novos mercados ou desenvolver novos modelos de negócio que as diferenciem dos concorrentes. No setor público, também existem os benefícios de reduzir custos e aumentar a produtividade, além de – principalmente – melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
 
Diante deste cenário e benefícios, seria possível instalar dispositivos em tudo que conhecemos. Porém, antes de trazer desenvolvimentos e implementações de outros países e mercados, precisamos considerar que, independentemente do setor, conectar um dispositivo não representa um alto custo, mas o valor gerado tampouco será alto se os dados fornecidos não forem transformados em informação útil. Por isso, hoje em dia, a decisão inteligente está nas mãos das pessoas, já que elas podem determinar o benefício trazido por essa informação, o uso que se pode fazer dela e como ela transformará as empresas.
 
A mudança cultural das organizações será importante, mas devem ser avaliadas também as mudanças de skills profissionais e, até mesmo, a criação de novas áreas para combinar da melhor forma os conhecimentos do negócio tradicional com as transformações que uma implementação desse tipo produzirá. Outros pontos importantes serão a integração com sistemas existentes e a avaliação de novos fornecedores.
 
No momento de incorporar soluções de IoT, outro tópico a ser considerado é a necessidade de uma visão estratégica a longo prazo, com objetivos claros, que devem incluir testes de conceito, análise dos resultados e a correção do processo, se necessário.
 
Finalmente, para que os projetos de IoT sejam bem-sucedidos, é importante que os fornecedores e consultores trabalhem em conjunto com o cliente. O conhecimento do negócio, dos processos e sistemas próprios, combinados com a capacidade de consultoria, desenho de arquitetura, conhecimentos tecnológicos e serviços, garantem resultados positivos e estabelecem as bases para montar estratégias conjuntas de crescimento para todas as soluções lançadas.
Rafaela Mancilha é arquiteta de IoT da Logicalis