Itaú Seguros apresenta resultados de 2003

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A Itaú Seguros divulgou seu balanço de 2003, que segundo a empresa, apresenta o maior lucro do segmento no último ano. A companhia encerrou o exercício com um lucro líquido de R$ 626,8 milhões, 101% acima dos R$ 311,6 milhões obtidos em 2002. O retorno sobre o patrimônio líquido, que fechou o ano com R$ 2,218 bilhões, foi de 28,3%. Com o resultado, o segmento de seguros registra importante participação no lucro do grupo Itaú, que superou os R$ 3 bilhões em 2003.

No mercado “tradicional” (automóvel, vida, patrimoniais e outros ramos), a receita em prêmios da Itaú Seguros cresceu 21,1% contra 11,3% do mercado como um todo. Acrescentando-se saúde e as contribuições de Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), o crescimento do grupo Itaú foi 63,7%, enquanto o mercado cresceu 24,3%. Na versão mais abrangente do mercado (incluindo as contribuições de previdência), as receitas das empresas do segmento de seguros do grupo Itaú totalizaram R$ 4,7 bilhões, o que representa uma evolução de 54,3% em relação ao ano anterior, contra um crescimento de 21,4% do mercado. O presidente da Itaú Seguros, Luiz de Campos Salles, atribui a performance a três fatores, “sucesso comercial, gestão criteriosa e um investimento forte em nossa parceria com corretores foram as chaves para o resultado de 2003”.

O resultado patrimonial da companhia também apresentou crescimento. A seguradora obteve um aumento de 242% no resultado dos investimentos feitos nas empresas controladas e coligadas, passando de R$ 131,2 milhões em 2002 para R$ 448,9 milhões ao final de 2003.

O índice combinado (prêmios ganhos menos despesas operacionais) da seguradora ficou em 104,7%, superior ao ano de 2002, que registrou um índice 95,8%. Campos Salles atribui o resultado ao aumento na sinistralidade, que passou de 52,9% em 2002 para 60% em 2003, “tivemos uma freqüência maior na utilização de nossos serviços de assistência 24 horas, guincho e nos gastos com as oficinas de reparação. Mesmo assim, o nosso índice combinado é o segundo menor índice entre as principais companhias”.