M-commerce já é realidade

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Em 2014, 67% das pessoas afirmam já ter realizado pelo menos uma compra pelo celular ou tablet. Sendo que em 2013, esse percentual era de 57%. Dos que já realizaram compras mobile, 60% fizeram por meio de lojas on-line, 37% por meio de serviços intermediários como Paypal, PagSeguro e Buscapé, 32% utilizaram as lojas de app, como Google Play e Apple Store, 24% optaram por aplicativos de compra e 10% por meio de SMS (conteúdo sobre futebol, horóscopo, etc.). Esses são dados da pesquisa feita pela Pagtel e a Mobi.life sobre os Brasileiros e o M-Commerce. “O objetivo do estudo é entender como o mercado de pagamentos móveis está se desenhando no Brasil e quais as principais dificuldades que as pessoas enxergam nesse novo processo de compra”, explica Felipe Lessa, diretor de produtos e marketing da Pagtel.
O estudo, realizado entre maio e junho deste ano, avaliou também a opinião das pessoas sobre as campanhas de mobile marketing. A pesquisa foi dividida em duas etapas, quantitativa e qualitativa, e foram ouvidas 480 pessoas. Entre os entrevistados, 96% possuem smartphones, 54% já tinham seus próprios tablets e 50% possuem os dois aparelhos. 
O computador ainda é o dispositivo preferido para a realização de compras não presenciais. Enquanto 92% afirmaram realizar, com alguma frequência, compras por meio de PCs, 26% afirmam fazer o mesmo por meio de celulares e 21% por meio de tablets. Enquanto 79% dos entrevistados utilizam o computador para acessar a internet banking, 54% acessam bancos por meio de smartphones e 22% por meio de tablets. “As pessoas estão pouco a pouco se acostumando a utilizar o celular para realizar transações financeiras e, da mesma forma que a internet banking ajudou na proliferação do e-commerce, o acesso de bancos por meio de aplicativos móveis irá ajudar na disseminação do m-commerce”, afirma Lessa.
Enquanto 46% dos entrevistados afirmam que optaram por uma compra mobile por acharem o meio mais prático, 69% ainda preferem utilizar o computador para compras, não acham seguro (43%) ou acham o site desconfigurado para celular (32%). “O número de consumidores que aproveitam a comodidade e já confiam na segurança do mobile vem crescendo gradativamente. O dono de loja on-line que quer crescer suas vendas deve se preparar para o m-commerce garantindo a segurança e a configuração especial”, afirma Fernando Hasil, gerente de negócios da Mobi.life.
Entre os produtos considerados mais adequados para compras ou pagamentos móveis estão: ingressos (61%), conteúdos virtuais (55%), eletrônicos (52%), produtos culturais como CD, livro e DVDs (47%), delivery de comida (44%), entre outros. “Essa relação demonstrou que os usuários de smartphones e tablets veem uma maior vantagem na compra mobile de bens e serviços virtuais, como compra de ingressos, pagamento de deliveries, compras de música e vídeos, entre outros”, complementa Lessa.
Entre os fatores que fazem os usuários se sentirem mais seguros na hora da compra estão: confiança na marca do site, aplicativo ou loja de aplicativo (80%), as formas de pagamentos aceitas (56%), termos de segurança publicados no site ou app (47%), comentários de outros usuários (39%), digitação de senha pessoal (37%), reconhecimento biométrico (20%), reconhecimento visual por imagem (15%), reconhecimento por voz (12%).
Além disso, as propagandas mobile são mais criticadas do que elogiadas. Mensagens de voz é o tipo menos bem visto (88% não aprovam a mensagem recebida), seguido por banners em jogos (74% desaprovam) e banner em aplicativo (70% não apreciam o conteúdo). Entre os principais pontos de desaprovação das campanhas estão: propaganda não autorizada pelo usuário, sobretudo para SMS, conteúdo desinteressante, sensação de invasão, alta frequência de recebimento de mensagens, insegurança em relação a vírus e hackeamento, sobretudo em banners.
O estudo ainda pontuou que banner em sites é o tipo de propaganda que mais gera engajamento em dispositivos móveis, com 56% das pessoas já tendo clicado na propaganda, interessado pelo produto ou serviço (55%), entrado no site do anunciante (54%) ou mesmo, buscado informações sobre o produto e serviços (50%).

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