Mais do que nunca é hora de encantar

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Autor: Adriano Oliveira
Os sistemas de videovigilância, até pouco tempo atrás, eram usados apenas no auxílio da segurança patrimonial. Mas seu uso tem se diversificado e expandido para outras áreas que enxergam nas câmeras de segurança um grande potencial para novas oportunidades de negócios. IPs ou analógicas, as câmeras já estão instaladas em shoppings center, lojas de conveniência, no varejo em geral – além de outros segmentos como bancário, indústrias, residencial etc.
Com uma ampla base de videomonitoramento instalada, vale a pena falar sobre seis tecnologias embutidas nas câmeras que poderão mudar a forma como elas podem ser potencializadas no varejo.
Mapas de calor
As câmeras que mostram a movimentação das lojas para os gestores de segurança também compartilham as imagens com os gerentes das lojas. Esses, por sua vez, podem fazer melhor uso dessas informações. Pois, as câmeras equipadas com softwares que produzem “mapas de calor” auxiliam o varejo quanto à movimentação e ao sucesso de ações de marketing, por exemplo.  Quando bem posicionadas, elas conseguem mostrar detalhes de todas as áreas, assim como identificar quais as gôndolas de maior concentração de pessoas e as de menor. Nessa situação, é possível utilizar programas que exibem graficamente como está a movimentação no local, determinando quais áreas precisam ser modificadas para que os produtos sejam melhor visualizados pelos consumidores.
Contador de pessoas
De forma rápida e simples, é possível obter um relatório de quantas pessoas entraram em uma loja, o tempo médio de permanência delas e quais os setores mais visitados. Isso já é uma realidade e pode ser obtido por meio de softwares que fazem contagem de pessoas, não sendo necessário sequer um software instalado em um computador, a própria câmera pode fazer essa tarefa.
Reconhecimento facial
Por meio de câmeras, é possível fazer a filmagens das pessoas que entram no estabelecimento e consultar um banco de dados, identificando cada cliente. Dessa forma, além de dar boas-vindas, é possível monitorar quais produtos cada consumidor buscou, fazendo, assim, uma oferta personalizada numa próxima vinda dele à loja.
Reconhecimento de expressão facial
Não basta apenas reconhecer uma face, mas também saber o que a pessoa sente naquele momento. Softwares que analisam a expressão de uma face estão no mercado e podem ser usados para pesquisas de satisfação e para determinar a reação dos consumidores frente à determinada situação ou produto. Em uma loja de aparelhos eletrônicos, por exemplo, ao apresentar uma nova tecnologia ou produto, o software de reconhecimento de expressão facial pode dizer se o consumidor ficou satisfeito com a apresentação, se ele se decepcionou com o produto ou até mesmo se o assunto despertou algum interesse.
Por meio da reação das pessoas é possível mudar, inclusive em tempo real, o andamento de uma campanha, um discurso ou como se apresenta um produto, de acordo com a reação do público. O software permite que várias informações sejam verificadas ao mesmo tempo e então enviadas para a nuvem. Tabuladas rapidamente para que o departamento de marketing possa reagir e tomar uma decisão o mais rápido possível.
Integração com ponto de venda
Não é de hoje que sistemas de CFTV são utilizados em conjunto com pontos de vendas, mas esse ainda é um recurso pouco utilizado. Fotografar cada produto que passa pela caixa registradora e atrelar a imagem com o cupom fiscal é uma ótima ferramenta para coibir fraudes, aumentar a precisão do que foi vendido e assim ter mais controle do que está sendo registrado de fato.
Gerenciamento de fila 
As câmeras estão monitorando uma loja e, em tempo real, podem enviar um alarme para o celular do gerente para avisar que a fila no caixa está muito grande. Reduzir o tempo na fila do caixa é um ponto importante quando tratamos da experiência do consumidor em um estabelecimento. O cliente pode abandonar a compra para não enfrentar uma fila grande.
Os sistemas de segurança estão deixando de ser apenas recursos de segurança comuns. Eles estão sendo maximizados com objetivo de operar como fonte de informação em tempo real. Na qual o varejo deve aproveitar essas informações e levar inovação e prover a melhor experiência possível ao consumidor. Em tempos de crise, essa necessidade fica ainda urgente para ganhar ou fidelizar o cliente.
Adriano Oliveira é técnico de suporte e treinamento da Hanwha Techwin America

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