Melhora otimismo do consumidor

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O consumidor brasileiro nunca esteve tão otimista nos três primeiros meses do ano quanto neste início de 2008, aponta o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de março alcançou 109,1 pontos, o melhor para os meses de março desde o início da série, em 1999. O motivo do otimismo, segundo a pesquisa da CNI, é a melhora da situação no emprego.


O INEC deste mês é também o terceiro melhor da série independentemente do período do ano, tendo ficado atrás apenas de setembro e dezembro de 2006, quando as expectativas foram influenciadas pelas eleições. O índice de março cresceu 1,1% ante o trimestre anterior e 3,1% sobre igual período do ano passado.


O medo do desemprego é o menor em toda a série do INEC e foi o que mais influenciou a percepção do consumidor no primeiro trimestre. Dos 2.002 entrevistados, 43% disseram não ter nenhum medo do desemprego, ante 40% no trimestre anterior e 33% há um ano. O indicador ficou em 111,7 pontos, ante 110,6 pontos na aferição anterior (variação positiva significa diminuição do medo de ficar desempregado).


De acordo com a pesquisa, os consumidores também se mostraram confiantes quanto à evolução futura do desemprego. Para 33% dos respondentes, o desemprego vai diminuir nos próximos seis meses e para 23% ele vai se manter. Na pesquisa anterior, 29% acreditavam que o desemprego ia diminuir nos seis meses seguintes e 24% esperavam manutenção.


O otimismo do brasileiro deverá se refletir em um leve aumento do consumo no segundo trimestre. Um em cada quatro entrevistados disse que pretende comprar mais no segundo trimestre do ano do que no primeiro. Na pesquisa anterior, 25% pretendiam aumentar o consumo. Outros 49% dos respondentes afirmaram que manterão o ritmo de consumo no segundo trimestre.