Menos fraudes e fricções no digital

CMO da Certisign descreve as transformações que levam ao crescimento do segmento de certificação digitalizada

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Bruno Portnoi, CMO da Certisign
Bruno Portnoi, CMO da Certisign

Criada há 25 anos, em São Paulo, a Certisign é uma IDtech que se desenvolveu com a vocação para a identidade e segurança no mundo virtual, algo se constitui hoje um dos pilares da transformação digital que vem se acelerando em todas as vertentes socioeconômicas do Brasil. Ainda muito circunscrito ao universo das empresas, inclusive em função das imposições oficiais no relacionamento com o governo, o certificado digital é um recurso tecnológico de validação da identidade à distância que vem avançando rumo ao que ocorre em outros países, facilitando a vida de consumidores e cidadãos. Praticidade que, ao mesmo tempo, restringe a possibilidade de fraudes e mitiga fricções na experiência dos clientes. O painel de transformações pelo qual passa o setor e a empresa foi exposto, hoje (07), por Bruno Portnoi, CMO da Certisign, durante a 362ª live da série de entrevistas dos portais ClienteSA e Callcenter.inf.br.

Esclarecendo, de início, as diferenças entre certificação e assinatura digital, o executivo explicou que, no primeiro caso, trata-se de um documento de identidade confirmado por meio virtual. Enquanto o segundo é a validação assinada digitalmente de uma comunicação. Atualmente, segundo ele, já passam de 10 milhões os certificados digitais emitidos no país, em um mercado que cresce por volta de 20% ao ano, pois permite essa identificação remota que, além de dispensar a mobilidade física, diminui as fraudes e confere mais segurança aos processos. E, como existe um arcabouço jurídico determinado às empresas, inclusive no pagamento de impostos, emissão de notas fiscais, exigindo a certificação digital, essas acabam por serem ainda as grandes usuárias no segmento. Em seguida vêm os profissionais liberais, como engenheiros, médicos, etc. Embora, possa ser utilizada por qualquer pessoa física, em várias situações de compras, por exemplo.

“O principal objetivo do nosso serviço”, esclareceu Portnoi, “tão relevante quanto reduzir as fraudes, é diminuir a fricção no relacionamento das organizações com seus consumidores e usuários. O certificado evita que a empresa coloque uma série de controles nas transações, tornando difícil o ato de vender e comprar. Há dados estatísticos dando conta de que se perde mais de 30% de possíveis clientes apenas em virtude de se colocar formulário a serem preenchidos antes da compra. Notadamente em negócios mais complexos, como aquisição de seguros, por exemplo, quanto mais se facilitar a entrada do cliente no negócio, melhor para todos”. Nesse sentido, o ideal é a busca do equilíbrio: restringir a possibilidade de fraudes com grande nível de segurança e, ao mesmo tempo, tornar a transação mais fluida.

No que concerne ao ganho de amplitude do uso de certificado digital no universo das pessoas físicas, Bruno exemplificou com o que ocorre em outros países. Na Estônia, por exemplo, ele disse que a discussão sobre segurança nas eleições já é assunto superado há anos, graças ao emprego dessa identificação virtual. Ou seja, 100% do processo acontece à distância, sem que o eleitor precise se locomover até o local da votação. Outro exemplo que mencionou nesse sentido foi em relação à Índia, onde o auxílio financeiro emergencial à população pôde ser depositado nas contas bancárias dos cidadãos, diretamente, graças a uma espécie de certificado digital adotado junto às pessoas e instituições financeiras. “Esses são apenas alguns dos exemplos de aplicação prática desse recurso tecnológico para facilitar nosso dia a dia. E os organismos de desburocratização do governo brasileiro têm feito esforços para que o país avance também nessa direção.”

Quanto à tendência de uma mudança cultural no país para emprego da certificação digital, o executivo citou alguns exemplos que têm colaborado para isso. Durante a pandemia, a telemedicina se tornou uma grande saída na área da saúde, levando à entrega de receitas assinadas digitalmente pelos médicos. “Ou seja, nossa empresa se insere em um dos pilares da transformação digital que está em curso acelerado no país. As necessidades vão gerando a adoção dessa possibilidade tecnológica em vários setores.” Indagado sobre os esforços que a Certisign tem feito junto ao mercado para mostrar tanto seu caráter tão humano quanto tecnológico, Bruno explicou que a meta da organização está sempre nas pessoas. Na ponta, ressaltou, é sempre um indivíduo que usufrui dos benefícios dos serviços.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 361 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A série de entrevistas encerrará a semana amanhã (08), com o Sextou que debaterá a aposta nos microinfluenciadores para engajamento, com a participação de Alexandra Avelar, country-manager da Emplifi Brasil, Rafa Lotto, head de planejamento e sócia do Youpix e Thamirys Marques, gerente de operações da Digital Favela.