Mercado de aluguel de redes deve crescer

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Segundo recente pesquisa da Frost&Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, o o aluguel de redes e equipamentos para uso corporativo deverá crescer cerca de 27% até 2008, atingindo US$ 2,3 bilhões. Atualmente, ele é controlado por quatro grandes operadoras – Telemar, Brasil Telecom, Telefonica Empresas e Embratel – que, juntas, em 2003, concentraram cerca de 86% desse mercado.
Entre os motivos que explicam a expansão do setor, destaca-se o intenso uso das soluções baseadas na tecnologia IP que cresceram 48% em relação a 2002, registrando um faturamento de aproximadamente US$ 430 milhões. E a estimativa da Frost & Sullivan é que a receita com soluções IP mais do que dobrará até 2008, enquanto as demais tecnologias deverão perder espaço.
Destacando-se na relação custo/benefício, o IP, além de possibilitar a comunicação de todos os pontos de uma rede entre si ao mesmo preço, independente da distância entre eles, é ideal para serviços de convergência de dados, imagens e voz. Essas vantagens, somadas à concorrência na oferta, vem fazendo com que muitas empresas migrem de outras tecnologias para o IP, como tem ocorrido com o Frame Relay e as redes de linhas privadas, aumentando em mais de 40% o número de usuários de 2002 para 2003.
Outro fator a ser considerado é que o investimento em novas tecnologias, por parte das corporações, não é uma tendência constante. “A migração de tecnologias só acontece quando existe um benefício de custo para a empresa, o que vai depender da configuração de sua rede e das características técnicas que possui”, explica Alex Zago, analista de pesquisa da Frost & Sullivan. “No caso da construção de uma nova rede, contudo, o IP vem sendo a tecnologia predileta”, completa.
As redes VPN (Virtual Private Network) são exemplos dessa tendência de uso do IP para clientes corporativos. Elas podem ser IPSec e MPLS (Multiprotocol Label Switching), sendo esta última uma versão mais sofisticada. “Com isso, o número de usuários de IP VPN deve ser cinco vezes maior em 2008 do que foi observado em 2003”, afirma Zago.