Mobilidade a serviço dos órgãos públicos

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Autor: Raphael Guerreiro da Fonseca


As eleições municipais no nosso País se aproximam e as minhas idéias sobre como os órgãos públicos poderiam se beneficiar com a mobilidade vão tomando cada vez mais forma. Tantas possibilidades, mas falta investimento tanto humano quanto de recursos para que isso se torne real. Mas não custa sugerir e esperar que as minhas idéias tornem-se reais ou, pelo menos, sirvam de incentivo para ações semelhantes.


A minha primeira idéia é em relação a CET, mais propriamente para os famosos “marronzinhos”, que fiscalizam o trânsito caótico nas metrópoles, como São Paulo. Grande parte deles já dispõe de um dispositivo móvel PDA, que permite anotar as infrações cometidas pelos motoristas, mas que ainda faz com que eles percam um grande tempo preenchendo os dados de onde a multa ocorreu e deixando passar outros tantos infratores.


Neste caso, acho que o uso de um dispositivo móvel com a função de GPS ajudaria e muito, já que por meio do sistema global de posicionamento, o dispositivo móvel saberia o local exato onde o marronzinho está e só seria apenas necessário anotar o tipo de infração e a placa do motorista. Com isso, o tempo de preenchimento diminuiria e permitiria que ele autuasse mais infratores.


Outra sugestão é para os fiscais da Prefeitura de São Paulo, que fiscalizam as construções irregulares na cidade. Com um PDA em mãos, os fiscais poderiam antes de sair para as ruas, obter as fotos dos locais, que serão visitados, pelo satélite; traçar o itinerário mais adequado; e anotar a multa no dispositivo. Paralelamente a isso, o coordenador dos fiscais saberia exatamente onde estão os fiscais por meio do GPS, que estariam interligados em tempo real com a central, que permitiria a ele consultar e localizar o endereço da infração para garantir mais idoneidade da multa.


Mais uma outra possibilidade é que, em época de epidemia da dengue, os agentes de saúde tivessem um mapa da cidade ou da região com a cobertura dos locais, em um PDA, onde já foi feita a fiscalização da dengue. Resultado, a Secretaria de Saúde da cidade teria uma melhor gestão dos focos da dengue e poderia mais facilmente controlá-los. Enfim, essas são algumas das idéias que tive para contribuir com o trabalho dos órgãos públicos. A mobilidade está aí e deve ser adotada para melhorar a gestão das cidades, estados e do país. Pensem nisso.


Raphael Guerreiro da Fonseca é gerente geral da Luxicom.