Na curva do aprendizado

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Entrar em um supermercado, escolher os produtos que deseja, não enfrentar filas demoradas, passar em um caixa rápido, em que você mesmo finaliza a compra e em um instante tudo está concluído. Não seria genial? Esse tipo de realidade já é possível de ser vivenciada em alguns países da Europa, sendo uma forma de autoatendimento diferente do encontrado no Brasil, que está mais voltado para caixas eletrônicos e totens em shoppings e não tanto a caixas de pagamento. Entretanto, de acordo com Fabíola Paes, coordenadora do Núcleo de Estudos e Laboratório de Varejo da Escola de Comunição e Negócios da Universidade Positivo (UP), o País já está no início da implantação do self-checkout. “Algumas redes estão no projeto piloto, em fase de teste, nas lojas modelo e posteriormente ampliarão para todas as lojas”, diz.
Um exemplo é a rede de supermercados Muffato, em Curitiba (PR), que já implantou esse tipo de serviço aos clientes. “O Brasil se encontra na curva de aprendizado e realização de ajustes de acordo com as características e necessidades locais”, explica Fabíola. Ainda mais neste momento, em que os consumidores parecem possuir cada vez menos tempo para realizar suas tarefas, o autoatendimento é essencial, pois proporciona conveniência e ganho na agilidade das filas, principalmente, para aqueles que possuem poucos itens. “A marca varejista que oferecer melhor experiências e conveniência serão as preferidas pelos clientes.” Que, por sua vez, estão ainda mais exigentes com as empresas que se relacionam.
Dessa forma, àqueles que possuem grande fluxo de compradores, independente do setor do comércio ou serviço, poderá investir nesse serviço, para que as operações sejam mais automatizadas e, assim, mais simples. “A empresa será beneficiada com melhora na qualidade do atendimento no checkout, minimização no tempo de espera e redução na desistência de compras”, ressalta a coordenadora. Outro ganho, segundo ela, será em relação aos profissionais que operam os caixas, que poderá ser direcionada a outras atividades mais importantes, como na área de reposição de produtos e cuidado com estoque. 
Mas para que o sucesso seja alcançado, a especialista conta que é preciso ter um cuidado grande com atenção e com a tecnologia a ser utilizada, pois é necessário levar em consideração a prevenção de perdas e qualidade do sistema operacional. “A máquina não poderá travar, caso isso aconteça, o cliente ficará muito insatisfeito e terá uma experiência ruim de compras”, comenta. Já que será justamente a excelência no atendimento e a boa experiência do cliente que fará com que ele tenha uma referência do autoatendimento e faça com que a empresa seja reconhecida pelo serviço.