Novas tecnologias agitam setor de telecom

0
6


Nos últimos anos, o setor de telecomunicações tem apresentado um crescimento a passos largos. Embarcando nessa tendência, o mercado de equipamentos de testes para dispositivos móveis também tem se mostrado uma área promissora. Utilizados para testar o desempenho, recursos e protocolos de aparelhos portáteis de telefonia celular, em 2005, a venda desses equipamentos foi responsável por 55% das receitas totais do mercado, que atingiu US$ 118 milhões naquele ano.

De acordo com a Frost & Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, durante os próximos anos, parte dos investimentos em telecomunicações serão destinados à instalação, construção, operação e manutenção das redes wireless devido, principalmente, ao advento de novas tecnologias, tais como WiMax e WCDMA. Aliados a esse fator, estão o aumento da penetração do padrão GSM, que envolve despesas menores que a rede CDMA, e o lançamento de aparelhos celulares de última geração, que agregam diversas funcionalidades.

Segundo a consultoria, a adoção dessas tecnologias impulsionará o mercado de equipamentos de testes para dispositivos móveis, que em 2011 deverá atingir uma receita de cerca de US$ 237 milhões. “Na América Latina esse crescimento será influenciado principalmente pela migração, por parte das operadoras, para o padrão GSM, assim como o aumento da base de assinantes”, destaca Marina Schreiner, analista de pesquisa da Frost & Sullivan.

Como conseqüência da expansão do GSM na região, surgirá a evolução do “triple play” em WCDMA, tecnologia que deve despontar no mercado em pouco tempo. Tal crescimento viabilizará aos usuários finais a transmissão de dados, vídeo e voz de forma mais rápida, especialmente no segmento corporativo. Para isso, operadoras, fabricantes de redes e de aparelhos móveis elevarão a demanda de equipamentos de testes, visando manter a qualidade dos serviços e dos instrumentos.

Apesar do cenário positivo, Marina alerta para as restrições do desenvolvimento do mercado de equipamentos de testes na América Latina. Entre elas, destacam-se a alta competitividade enfrentada pelas operadoras de telefonia celular e baixas margens, sendo que as companhias locais são mais conservadoras no que diz respeito à aquisição de equipamentos para a realização de testes. “A falta de regulamentação para o WiMax e para o “triple play” contribuem para a demora no lançamento desses serviços e, conseqüentemente, retarda os investimentos nessas tecnologias”, finaliza.