O cliente brasileiro e o Natal

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Em estudo sobre o comportamento dos consumidores no Natal, a Global Market Insite, Inc (GMI), fornecedora de soluções integradas para pesquisas mundiais de mercado na Internet, identificou que entre os brasileiros uma peça de roupa é o presente mais escolhido para distribuir entre os amigos e parentes (80% da preferência). Mais curioso é observar que esta é uma característica comum a 68% das pessoas em todos os países emergentes.

Foi entrevistado um total de mais de 17 mil internautas em um vasto recorte de países: Estados Unidos, Grã Bretanha, Dinamarca, Austrália, Canadá, Itália, Japão, Espanha, Holanda, França, Alemanha, Malásia, México. Polônia, Rússia, Índia e China, além do Brasil. Se presentear com roupas é a preferência de 80% dos brasileiros; 61% dos entrevistados optam por oferecer produtos eletrônicos. Neste item vale fazer um contraponto do Brasil com o Japão. Na terra da alta-tecnologia apenas 19% das pessoas devem gastar dinheiro neste Natal adquirindo eletrônicos.

Nem todos os internautas, porém, usam o computador para fazer as suas compras – com exceção dos ingleses onde a maior parte dos entrevistados afirmou que usará este meio para adquirir os presentes de Natal. No Brasil, apenas 29% dos entrevistados responderam que o seu lugar preferido para fazer compras de Natal é a Internet, enquanto 36% preferem comprar em lojas especializadas ou de departamentos. Nos Estados Unidos 38% optam pela Internet, enquanto 29% preferem lugares que oferecem opções de desconto, e 20% selecionaram lojas especializadas ou de departamentos.

O estudo da GMI aponta ainda que para 19% dos brasileiros as lojas que oferecem descontos é o primeiro lugar que eles procuram, e que 12% preferem as lojas pequenas e independentes. Apenas 5% dos brasileiros escolheram lojas de luxo como a sua primeira, segunda ou terceira opção de compras. Já 28% dos entrevistados deixam o luxo como última opção para o Natal.

A reserva financeira destinada para este fim é a mesma do ano passado para 26% dos brasileiros consultados; outros 26% pretendem desembolsar menos. Contradizendo o lugar comum segundo o qual as mulheres são mais gastadoras do que os homens, 51% deles afirmam que gastarão mais contra 37% delas.

No geral, os brasileiros gostam que as lojas comecem com as promoções de Natal o quanto antes – 39%, contra 25% que se irritam com as promoções anunciadas já em outubro. Assim como os norte-americanos, estes têm o hábito de deixar as compras natalinas para a última hora. Nos Estados Unidos, 41% deixam para o último mês; no Brasil são 49%. Apenas 5% compram com pelo menos três meses de antecedência.

Já no aspecto familiar e religioso, 88% dos brasileiros colocaram a reunião da família em primeiro lugar, seguidos de 27% que preferem os presentes; 26% acham a comida o mais importante e 5% esperam o Natal chegar para não ter de trabalhar. O estudo assinala, ainda, que os brasileiros são caseiros – 44% seguem a tradição de ficar em casa no Natal; 37% visitam os parentes; 13% costumam viajar. Brasil, Itália e Polônia, são os únicos países que acham que o principal significado do Natal é a celebração religiosa.

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