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O equilíbrio na balança

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Fátima Fernandes Sousa Trindade
Cada vez mais as pessoas se inclinam a assumir muitas tarefas, a empreender idéias, projetos, negócios, a ter uma vida diversificada e dinâmica. Mas para que um profissional gerencie bem o seu trabalho, ou seu negócio, necessita antes de tudo gerenciar bem o seu próprio estilo de vida.
Esse gerenciamento exige, autoconhecimento, e o empreendedor para consolidar suas competências precisa saber trabalhar suas qualidades pessoais e seu próprio estilo de vida.
No mundo do empreendedorismo essa questão nem sempre é considerada ou valorizada, mas é uma reflexão que está aí e que se faz necessária, pois impacta diretamente, na capacidade de trabalho, na qualidade da entrega de qualquer profissional, principalmente daqueles que têm um forte espírito empreendedor.
Acrescido a isto há o fato de que a mudança é a marca do nosso tempo e pano de fundo da nossa sociedade. De certa forma, esse cenário vai ao encontro do perfil do empreendedor, pois este gosta da mudança, se permitindo abraçar o novo, seguindo as “ondas” das oportunidades. Mas ao seguir esses fluxos o empreendedor necessita cuidar de certas questões!
Pensando de forma preventiva quando se parte para uma atuação empreendedora, para além do planejamento global do negócio, o empreendedor deve incorporar a família nesse planejamento, aspecto fundamental da sua vida pessoal.
De uma forma direta, ou indireta, o tecido familiar é impactado quando um dos seus membros empreende algo. Esse impacto pode qualitativamente ser positivo, ou negativo, mas vai exigir dos seus integrantes algum tipo de adaptação à mudança.
Não é incomum na implementação de um novo empreendimento, a necessidade de um rearranjo financeiro na família, o que pode implicar muitas vezes na redução de custos. Cortes são normalmente percebidos como retrocesso ou como ameaça ao estado de segurança. Na medida em que o empreendedor envolve a família no projeto de um novo empreendimento, com transparência e com uma comunicação clara da realidade da situação, os seus integrantes passam a se sentir participantes do projeto, ou no mínimo se reconhecem lembrados e respeitados e têm minimizado o sentimento de risco, ou de resistência a possíveis mudanças que lhe serão solicitadas.
É importante que o empreendedor perceba que o projeto não é só seu, mas sim um projeto coletivo que impacta diretamente na vida das pessoas que o rodeiam. E que como um organismo vivo ele precisa ser visto como um todo.
Esse alinhamento da ação empreendedora com seu entorno afetivo, dá sustento e retaguarda ao empreendedor para possíveis imprevistos no caminho. Este é um núcleo do qual o empreendedor precisa do apoio.
Quando, por exemplo, um jovem compreende o negócio do seu pai, o objetivo com o investimento e o que pode gerar de retorno para o coletivo, aumentam as chances de compreensão, cooperação e parceria.
Se o empreendedor não comunica, ou falseia a realidade para sua família, cria-se uma percepção distorcida e esse ruído pode afetar negativamente a relação: empreendedor – família, não favorecendo a parceria e sendo possível fonte de tensão e de estresse que acaba por interferir na própria produtividade do empreeendimento.
Enfim, a qualidade de vida não é algo só para se pensar, ela precisa ser vivenciada através de ações concretas. A força de realização, de fazer acontecer que é própria do perfil empreendedor também precisa ser redirecionada para os outros aspectos da vida. De nada adianta ser um empreendedor de sucesso com a saúde dilacerada, os relacionamentos desgastados ou até rompidos!
Fátima Fernandes Sousa Trindade, diretora da GW Vocação e Relações Humanas.

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