O fim da troca de versões

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Quando uma desenvolvedora de softwares, seja de ERP, RH, Folha de Pagamento, CRM, e-Recruitment, Sales, etc. lança no mercado uma nova versão, a área de TI e os usuários se perguntam se vale a pena ou não investir em atualizar sua versão do sistema.

Lançar novas versões é uma prática e uma necessidade para as empresas de software, que atende basicamente a quatro objetivos:

a) incorporar novas funcionalidades para melhorar a vida dos usuários;

b) corrigir falhas estruturais e/ou de conceito;

c) mudar de plataforma tecnológica, mais recentemente, migrar para web;

d) lançar “inovações” e “tendências” para chamar a atenção do mercado ou simplesmente para distrair concorrentes.

Nestes momentos a equipe de TI, antes de tomar a decisão de trocar ou não a versão atual, avalia quanto gastará para fazer a troca, quanto melhorará o processo do trabalho e qual será o impacto na equipe de usuários.

A ótima notícia neste ambiente de dúvidas e constante movimentação na área de TI e das áreas envolvidas na troca de versão, é que já é possível encontrar no mercado uma geração de desenvolvedoras que estão inovando não somente em termos de funcionalidades ou plataforma tecnológica.

Não estamos falando projeto futuro, os novos modelos de negócios de soluções em geral via web, que comercializam os sistemas na modalidade ASP – Application Service Provider já são uma realidade. Nos Estados Unidos o maior caso de sucesso é a Sales Force, com mais de 20.500 clientes, 399.000 usuários e em uso em 12 idiomas, no Brasil a Elancers, com a solução de e-Recruitment com mais de 130 clientes, 1.500 usuários e em uso em três idiomas.

A “troca de versão” não existe mais formalmente e pontualmente. O que significa dizer que o custo e a preocupação com este tema deixa de existir, os provedores desta nova geração de sistemas estão, a todo momento, colocando novas atualizações e melhorias de forma estruturada e sem gerar impacto para a empresa e os usuários.

Grandes corporações como a Microsoft estão se embrenhando por essa nova tendência de mercado. Ela não quer se tornar um Application Service Provider, e sim ser parceira de ASPs. Esse novo tipo de licenciamento garante a última versão do software durante a vigência do contrato com o ASP. Entre os produtos que já estão disponíveis para as oito ASPs parceiras da Microsoft, estão Microsoft Office, Exchange, SQL, Windows 2000 e Windows NT.

Para TI, usuários e a empresa, a boa notícia, é a necessidade do amadurecimento das desenvolvedoras que para lançar novas funcionalidades serão mais criteriosas e responsáveis, pois um erro pode comprometer o trabalho de milhares e até milhões de usuários, por fim e como bônus adicional, “customizar” será uma palavra banida do mundo de TI, e com ela todos os custos inerentes.

Cezar Antonio Tegon é diretor-presidente do portal Elancers.