O lúdico nos negócios

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Assim como diversas ferramentas que surgiram com a maior democratização da tecnologia e da Internet, a gamaificação acabou se tornando uma tendência no mercado, sendo utilizada para fundamentos de marketing e RH, visando engajar desde clientes finais a colaboradores. “As empresas já perceberam que a utilização de mecanismos lúdicos aumenta o engajamento, retenção e fidelização dos clientes”, conta Danilo Parise, head of marketing and products da Sioux. Como o consumidor deseja ser cada vez mais participativo nas decisões das empresas, esta estratégia permitiu, inclusive, fazer com que os negócios possam incluí-los nas suas ações e decisões. 
Os próprios clientes são grandes influenciadores de fazer da gamificação uma opção de fidelização e engajamento. “A partir do momento que temos novas gerações no mercado consumidor, as necessidades de mudança na forma de comunicação se tornam necessárias”, completa Parise. Segundo a Pesquisa Game Brasil 2015, mais de 93% das pessoas afirmam gostar de jogos, mais uma prova de como é importante as empresas posicionarem suas marcas e produtos, relacionando com este hábito e preferência. Ele também ressalta que, para fazer dessa ação uma estratégia mais efetiva, o empreendedor deve olhar para a gamificação como mais uma parte integrante da estratégia de marketing, da mesma forma como ocorre com outras ferramentas. “Uma das grandes vantagens é que o processo de gamificação pode ser aplicado em diferentes áreas como: vendas, recursos humanos, marketing, entre outros”, adiciona.
Por mais que se fale muito sobre o assunto, tenha conquistado a atenção de muitos, a gamificação, entretanto, ainda é algo realmente pouco explorado pelas empresas. Seja por falta de conhecimento, insegurança ou falta de investimento, muitas empresas ainda não deram atenção à estratégia e também não preocuparam em implementá-la no relacionamento com o cliente. Porém, segundo aponta Parise, o Gartner já previu que as grandes corporações terão grande parte de seus processos gamificados até 2020. “Acredito que neste momento as empresas que investirem e saírem na frente irão colher não só resultados pela inovação, mas expertise para o futuro”. Ou seja, além da conquista do cliente, é a garantia de diferenciação presente e futura ante à concorrência. 
“A gamificação não é uma solução única e deve fazer parte da estratégia de marketing da empresa. O primeiro passo é entender as necessidades e desafios e, a partir daí, desenhar uma estratégia para o projeto gamificado”, aconselha o executivo. Um exemplo é um hospital de Toronto, que precisava encontrar uma maneira de incentivar seus pacientes jovens com câncer para completar relatórios diários sobre sua dor. “Assim, criaram uma plataforma gamificada, onde as crianças relatam diariamente o nível de dor após sessões de quimioterapia, auxiliando os médicos no tratamento. Através de uma narrativa policial, quanto mais ela participa novos badges recebe”, exemplifica Parise.

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