O retorno do investimento no cliente

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Responsável por 5,17% do PIB brasileiro, o setor de seguros deve crescer 12,8%, em 2012, com arrecadação de R$ 246,86 bilhões. É o que aponta, em entrevista exclusiva, Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNSeg, Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. A expectativa da executiva é de que o mercado continue a apresentar taxas de crescimento expressivas como nos últimos anos.

 

Essa evolução retrata o retorno dos investimentos que têm sido realizados pelas empresas na expansão e aperfeiçoamento constante dos canais de relacionamento, segundo Solange. “As seguradoras já conhecem a importância de um relacionamento íntimo com os clientes, tanto que estão fazendo grandes investimentos nos setores de ouvidoria e marketing de relacionamento”, pontua. Ela acrescenta que uma das maiores conquistas do mercado é entender a diferença de cada um dos consumidores. Para as mulheres, por exemplo, muitas seguradoras atrelam aos seus produtos serviços de interesse do público feminino, como maternidade, cuidados para o lar e com a família. “Compreender a diferença de cada consumidor e pensar em cada um deles na hora de comercializar um produto é fundamental”, esclarece.

 

Porém, a diretora da CNSeg alerta que essa busca por um relacionamento mais próximo com os clientes não pode parar. “Entre os desafios estão o de continuar adotando melhorias para garantir a eficiência de seus canais de atendimento, desenvolvendo produtos diferenciados e adequados aos novos públicos, incorporando tecnologias aos processos de vendas e operacionais para reduzir custos e disseminando ações de prevenção e gerenciamento de risco em diversos ramos”, aponta Solange.

 

Ela acrescenta duas tendências: a adoção de princípios sustentáveis nos negócios, o que pode ser um diferencial na hora do cliente escolher entre um produto e outro, e a inserção das classes de baixo poder aquisitivo. “São duas vertentes relativamente novas para o setor de seguros e consideradas desafiadoras”, afirma. Dentro da segunda, Solange cita a criação de produtos como o microsseguro, um seguro voltado para as classes D e E. “O início da comercialização do produto para a população de baixa-renda nos próximos meses será a prova de que o mercado pode oferecer aos novos consumidores produtos com linguagem mais simples, preço mais acessível e coberturas que se adequem às diferentes realidades existentes no Brasil”, completa.

 

 

TAMANHO MERCADO EM NÚMEROS
Crescimento em 2011: 14,41%
Investimentos em poupança interna: R$ 452 bilhões
Valor arrecadado em 2011: R$ 213,58 bilhões
Relação com PIB: 5,17%
Número de empresas: 1.775
Expectativa de crescimento para 2012: 12,8%
Projeção de arrecadamento para 2012: R$ 246,86 bilhões
Fonte: CNSeg