O uso do digital para a qualidade de vida

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Falar em “cidades inteligentes” é falar sobre tecnologia e seus rumos futuros na vida dos cidadãos. Mas, e se a discussão sobre esse novo modelo de cidade conectada levasse ao tema de qualidade de vida? Essa é a proposta do estudo desenvolvido pela Minsait, empresa da Indra, chamado “A cidade Digital a serviço do cidadão do século XXI”. “Acreditamos que é necessário um foco baseado nos desafios a serem superados para que o desenvolvimento tecnológico seja aplicado de modo a trazer soluções para o dia a dia dos cidadãos”, afirma Miguel Ángel González San Román, diretor de infraestruturas, cidades e objetos conectados da Minsait.
No estudo, o modelo de cidade digital defendido pela Minsait está ligado a um ecossistema de inovação e serviços “por e para o cidadão”. Para desenvolvê-lo, a companhia elenca cinco princípios básicos para aproveitar todas as possibilidades que a tecnologia oferece. Em primeiro lugar, está a identificação das necessidades individuais do cidadão, ao usar informações para promover o desenvolvimento de serviços personalizados, dinâmicos e que maximizem a utilidade e o impacto nos indivíduos – incluindo empresas e start-ups, fundamentais para a prosperidade econômica local e para a qualidade de vida dos seus habitantes.
Em segundo lugar, é necessário usar a informação para fornecer novas alternativas de mobilidade. Implantar modelos efetivos de mobilidade sustentável, combinando a informação meio-ambiental e de mobilidade. Um exemplo prático dessa aplicação para o cidadão seria único portal, acessível a partir de qualquer canal, para interagir de forma simples com os serviços, por meio dos canais digitais.
O modelo também valoriza o papel do cidadão como plataforma aberta para desenvolver a cooperação entre todos os agentes que participam da atividade social, econômica e cultural, catalisando as iniciativas que precisam dos recursos e capacidades de todos eles. “Por exemplo, no setor da saúde, a coordenação entre a administração local e autônoma permite construir um cenário de colaboração, onde são monitorados os níveis de pólen e a população mais sensível é alertada durante os picos de atividade”, aponta Antonio Ceño, director mercado AAPP (Global Head Public Admin Solutions).
A conexão dentro dos seus objetivos internos e fora do território é outro dos pilares dessa cidade digital. Desta forma, como meio para consegui-lo, impõe-se a sensorização de uma amostra representativa de edifícios urbanos para modelar a cidade e a integração dos movimentos das pessoas, veículos, mercadorias ou resíduos para gerar modelos de gestão mais preventivos e efetivos (por exemplo, no controle do tráfego no dia em que acontece uma maratona). Da mesma maneira, a cidade deve estar conectada com sua região metropolitana para articular os fluxos combinados de informação e favorecer, por exemplo, alternativas ao transporte privado.  
Por fim, a Minsait considera que a cidade digital deve ser acessível e universal, capaz de equiparar as oportunidades entre cidades pequenas e grandes, algo que “é possível a partir do momento em que a extensa oferta de serviços especializados e o pagamento por serviços compartilhado entre as cidades fazem com que os projetos sejam viáveis, independentemente do tamanho de cada município”, afirma Ceño.

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