Organizações usam dispositivos móveis

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A edição 2011 do estudo global patrocinado pela Unisys Corporation e conduzido pela Internacional Data Corporation (IDC) sobre a “Consumirização de TI” aponta que o uso de dispositivos móveis pessoais (smartphones, tablets e notebooks) no ambiente de trabalho tem conquistado mais espaço em todo o mundo, com destaque para os smartphones, especialmente no Brasil.
O estudo mostra que apenas no Brasil 37% dos chamados trabalhadores de informação ou iWorkers (funcionários que utilizam as tecnologias da informação como parte de seu dia a dia) utilizam smartphones para acessar aplicações de negócios de suas empresas, tornando o país um dos líderes no uso neste tipo tecnologia.
Os tablets, com um histórico recente de vendas no Brasil, também tem conquistado um espaço importante no local de trabalho: 22% dos iWorkers brasileiros consultados já utilizam o dispositivo para trabalhar. A média global de uso do equipamento no ambiente corporativo foi de 13%.
“Vivemos um momento no qual as organizações não estão mais ditando as tecnologias a serem usadas dentro de seu ambiente. Hoje, este movimento ocorre em direção oposta: são os funcionários que estão trazendo seus equipamentos para o trabalho”, diz Paulo Roberto Carvalho, diretor de Negócios de Outsourcing da Unisys na América Latina. “Para controlar o que está ocorrendo dentro de seu domínio, as empresas deveriam estabelecer políticas e definir processos e ferramentas que apóiem esta tendência” completa.
 
A pesquisa atual mostra que os iWorkers brasileiros ainda realizam mais atividades durante o expediente de trabalho do que suas companhias estão cientes: 44% dos funcionários dizem que seus patrões permitem que eles acessem sites de mídias sociais por razões pessoais no escritório enquanto apenas 24% dos executivos de TI reconheceram que esta prática ocorre em suas organizações.
“Apesar das empresas brasileiras reconhecerem que estas tecnologias são importantes para o dia a dia dos seus funcionários, pouco tem sido feito para fornecer suporte adequado para estes equipamentos e aplicações no ambiente de trabalho”, diz Paulo Roberto. “É como se as organizações não quisessem enfrentar a realidade, simplesmente porque não sabem como lidar com este novo cenário.”