Pais são influenciados por filhos em supermercado

    Pesquisa revela 70% acabam gastando mais do que tinham previsto anteriormente

    0
    11
    Renato Meirelles
    Renato Meirelles
    Nove em cada dez pais (88%) são influenciados pelos filhos quando estão fazendo compras no supermercado, aponta uma pesquisa do Instituto Locomotiva e do Dotz. A influência, na maioria das vezes, representa aumento na conta final: 70% dos pais dizem que, quando estão com os filhos no supermercado, acabam gastando mais do que tinham previsto anteriormente. Esse comportamento é maior quando eles têm entre 4 e 12 anos: 80% dos pais com filhos nessa faixa etária admitem ser influenciados pelas crianças.

    Isso é confirmado ainda pelo fato de que 86% das mães concordam que, na hora de ir às compras, costumam gastar mais com os filhos do que com elas mesmas. Considerando que 92% dos pais têm o costume de levar seus filhos ao supermercado, eles acabam sendo um fator decisivo nas decisões de compra das famílias brasileiras. “Um dado interessante que captamos no estudo é que essa interferência é transversal às classes. Tanto os pais mais pobres quanto os ricos ouvem seus filhos durante uma compra”, diz Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. “Então, dá para dizer que as crianças e os adolescentes também são atores com um papel decisivo nas escolhas da família”, completa.

    Outros dados que corroboram a participação dos filhos nas compras em supermercados dizem respeito às marcas: sete em cada dez pais (70%) afirmam dar mais importância para marcas de produtos usados pelos filhos do que para eles mesmos. Além disso, 52% admitem que já deixaram de comprar marcas que não tiveram aprovação dos filhos. Marcas de refrigerante (68%), de achocolatados (62%) e de chocolates (60%) são as mais conhecidas e preferidas dos filhos, mostra a pesquisa, o que sugere que são esses os produtos cujas escolhas são mais influenciadas na hora da compra. Biscoitos (57%), sucos (53%), iogurtes (52%), sorvetes (51%) e salgadinhos (51%) também entram nessa lista. “Os dados mostram que não são as mães ou os pais que decidem sozinhos o que se compra, mas também as crianças. Os supermercados podem usar esses números para compreenderem essa nova realidade a se adequarem a ela”, finaliza Flávio Santoro, vice-presidente da Dotz.