Para se manter competitivo

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Autor: Roni de Oliveira Franco

 

Em período de turbulência, seja interna ou externa, uma das primeiras medidas que uma empresa adota é a redução de custos, podendo se proceder de várias maneiras, atingindo desde a produção e logística até os recursos humanos, passando pela prestação de serviços à organização ou terceiros (outsourcing). Em relação a este último exemplo, o corte deste tipo de prática costuma ser o que chega mais rápido às mesas dos membros da diretoria de uma empresa. Porém, não deveria ser assim. Nestes períodos de instabilidade, a terceirização pode ser considerada uma solução e não um estorvo. Basta avaliar corretamente o custo-benefício da utilização do sistema.

 

De acordo com dados divulgados pela empresa Gartner, o crescimento com investimentos em outsourcing no mundo deverá subir a partir de 2010 – cerca de 3% anualmente, até 2013. A previsão para América Latina é bem mais otimista. No mesmo período, as terceirizações de diversos processos devem alcançar uma expansão de mais de 8%, de acordo com o mesmo instituto de pesquisa.

 

O BPO (Business Process Outsourcing) é considerado a grande alavanca de crescimento da prática. A terceirização de processos engloba uma gama expressiva de atividades que não se enquadram no core business das empresas, ou seja, na sua atividade-fim. São serviços administrativos, financeiros e contábeis, envolvendo rotinas fiscais, Recursos Humanos, controles, relatórios demonstrativos, obrigações trabalhistas, dentro muitas outras atividades.

 

Diferente de alguns anos atrás, a terceirização de processos ganhou muito mercado, não apenas como redutor de custos, mas pela enorme capacidade de promover e desenvolver melhores práticas dentro das organizações. E cada vez mais este relacionamento de empresas e terceirizados tem mostrado que, com planejamento e utilização dos métodos adequados para cada função, ele pode funcionar de maneira extremamente positiva aos negócios.

 

No entanto, não existe uma receita para saber o tempo certo de contratar uma empresa de outsourcing e como que esta parceria é capaz de dar certo. O ideal é que as próprias empresas e prestadores de serviço percebam o momento ideal e adequado para que ocorra a implementação da prática, sempre com foco no ganho de competitividade das organizações contratantes.

 

Roni de Oliveira Franco é especialista em finanças, gestão empresarial, gestão de outsourcing, sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios.Email: [email protected]